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Ano Ímpar › 10/06/2019

Reflexão Evangelho – Segunda Feira -10ª Semana Comum 10/06/2019

Amados irmãos e irmãs
A primeira bem-aventurança é o fundamento de todas as outras e ela diz: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” A pobreza de espírito é uma pobreza em relação a Deus: diante de Deus, o ser humano se encontra sem nada. É o nosso nada diante do tudo que é Deus, é colocar-se totalmente nas mãos do Pai. É renunciar a si mesmo para que Deus seja tudo em nós.
Este sermão das bem aventuranças é também conhecido como sermão da montanha enumera oito bem aventuranças e são elas:
1 ª.- “Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
2 ª.- “Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
3 ª.- “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados.
4 ª.- “Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados.
5 ª. – “Bem aventurados os que misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
6 ª. – “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.
7ª. – “Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”.
8 ª. – “Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça, porque deles é o reino dos céus.” (Mt. V, 1-10). .
Os grandes Doutores que comentaram esse Sermão notam que Jesus, sempre que era cercado pela multidão, se apartava dela, retirando-se ou para um monte – como neste caso – ou para uma barca, a barca de Pedro, como se conta em Luc. 5, 2, ou para o deserto (Luc. 4, 41). Por que se afastava Cristo da multidão?
Conforme São João Crisóstomo, “parece que Cristo quis evitar o ver-se envolvido pelas turbas, e por isso subiu a um monte, para falar especialmente a seus discípulos”. E ainda nos ensina São João Crisóstomo: “Nisto de pregar sobre um monte e na solidão, e não na cidade, nem no fórum, ensinou-nos Jesus a nada fazer por ostentação, e separar-nos dos tumultos, principalmente quando convém discorrer sobre coisas necessárias”. Vê-se bem, por esse comentário do grande São João Crisóstomo, como difere a mentalidade cristã da mentalidade que domina em nosso tempo.
Hoje, infelizmente, os pregadores buscam a multidão, correm atrás dela, preferem o tumulto das turbas ao silêncio da oração e ao isolamento da humildade. Buscam ter prestígio, e, para isso, querem agradar a multidão, segui-la, imergir nela, ora usando meios e métodos demagógicos, ora capitulando diante de seus caprichos, ou calando e omitindo-se diante de suas paixões desregradas.
Prestígio e fama são como a sombra: nunca se alcança, quando se corre atrás deles.
Refletindo este Evangelho o Papa Francisco nos diz: “Somente quando se abre o coração a Deus é possível entender a nova lei que Ele traz: as bem-aventuranças. São os novos mandamentos, mas se não temos o coração aberto ao Espírito Santo, parecerão bobagens. Pois ser pobre, doce, misericordioso parece não levar ao sucesso. E não entenderemos isso se não tivermos o coração aberto ao Espírito Santo. Esta é a lei para os que foram salvos e abriram seu coração à salvação. Esta é a lei dos livres, com aquela liberdade do Espírito Santo”.
Na segunda carta de Paulo aos coríntios ele diz: “… pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia! Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações”. Para nós é muito importante entender que se temos um Deus que nos consola devemos então consolar os que sofrem e este consolo consiste muitas vezes em apenas ouvir o outro ou dar uma palavra, fazer uma visita a alguém que está doente ou que perdeu um parente. Ter compaixão é diferente de ter dó ou pena, ter compaixão é se colocar no lugar do outro, sofrer e chorar a dor do outro.

Rezemos com o Salmista: Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou. Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Coríntios 1,1-7
Salmo: 33/34
Evangelho: Mateus 5,1-12

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