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Artigos e reflexões › 13/08/2019

Reflexão – A Ovelha perdida

A OVELHA PERDIDA
Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, não tenho um coração que empreenda partir à tua procura, nem arrependimento, nem ternura, nada daquilo que devolve aos filhos a sua herança. Mestre, não tenho lágrimas para te implorar. Tenho o espírito obscurecido pelas coisas desta vida, sem forças para tender para ti na sua dor. O meu coração permanece frio nas provas, sem que as lágrimas do amor por ti consigam aquecê-lo. Mas tu, Senhor Jesus Cristo, meu Deus, tesouro dos bens, dá-me um arrependimento total e um coração dorido, a fim de que parta à tua procura com toda a minha alma, pois sem Ti ficarei privado de todo o bem; ó bom Deus, dá-me a tua graça. Que o Pai, que, fora do tempo, na eternidade, te gerou no seu seio, renove em mim as formas da tua imagem. Eu abandonei-te, não me abandones tu. Saí de ti; vem tu à minha procura. Conduz-me às tuas pastagens; conta-me entre as ovelhas do teu rebanho eleito. Como a elas, alimenta-me com a erva verde dos teus mistérios divinos, cuja morada é um coração puro, esse coração que transporta em si o esplendor das tuas revelações, a consolação e a doçura daqueles que se esforçaram por ti nos tormentos e nos ultrajes. Possamos ser dignos de tal esplendor, pela tua graça e o teu amor pelo homem, tu, que és o nosso Salvador, Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém. Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul – Discursos ascéticos, 1ª série, nº 2

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