Ano Ímpar › 07/04/2017

Quinta Feira – 5ª. Semana da Quaresma

Amados irmãos e irmãs17800081_1274352392649983_5548153101501289606_n
“Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria”.
O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO NOS TORNA CEGOS!
Jesus interpretava a Lei e os Profetas mostrando em seu conteúdo o Deus que se revela e que busca o homem para salvá-lo, Ele faz como que uma atualização dos textos e isto é motivo de escândalo para os judeus; pois o fundamentalismo farisaico faziam com que interpretassem ao pé da letra.
Trazendo para os nossos dias é bom também refletirmos para não embarcarmos em grupos de orientação fundamentalistas. Imaginem que pelo fato da bíblia nada falar sobre a informática significaria que não podemos usar o computador e todos os instrumentos a ele inerentes?
Como ainda é difícil para nós entender estas palavras de Jesus: “Quem guardar a minha Palavra jamais morrerá”!
“Guardar”, isto é, pôr em pratica a sua palavra, guardar não significa esconder, mas sim observar e não permitir que ela seja deturpada.
Como a própria Palavra nos diz dela nada pode ser tirado e nada pode ser acrescentado, nem mesmo uma vírgula.
O escândalo para os judeus era considerar que o grande pai Abraão havia morrido e como alguém poderia dizer que não morreria? Como pode alguém com aparência tão jovem dizer que veio antes que Abraão? Certamente não passaria de um falsário e foi assim que começaram a tratar Jesus.
Os chefes do povo não conseguem compreender o que seria a natureza divina de Jesus; aliás, para eles ali diante deles estava apenas um homem que fazia prodígios como tantos outros profetas antes dele fizeram.
Para os judeus Jesus fazia milagres e prodígios buscando sua própria glória ao passo que Jesus queria demonstrar a todos eles a glória do Pai. Eles estavam míopes, cegos por causa de seu fundamentalismo.
Orígenes, presbítero e teólogo nas Homilias sobre o Livro de Gênesis, nº 8; SC 7 nos diz: Deus pôs Abraão à prova e disse: “Pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e oferece-o em sacrifício num dos montes que Eu te indicar” (Gn 22, 2). Deus ordena a Abraão que lhe ofereça em holocausto no alto da montanha aquele filho no qual se depositam tão grandes e maravilhosas promessas!
O que sentes ao ouvir esta ordem, Abraão? O apóstolo Paulo, a quem o Espírito revelou, penso eu, os pensamentos e sentimentos de Abraão, disse: Pela fé, Abraão não hesitou em oferecer o seu único filho, apesar de ter recebido as promessas, porque acreditava que Deus era suficientemente poderoso para ressuscitar os mortos (Rm 4,20; Hb 11,17-19). Foi a primeira vez que surgiu a fé na ressurreição. Sim, Abraão esperava que Isaac ressuscitasse, acreditava na realização do que nunca tinha acontecido. Abraão sabia que nele se formava já o prenúncio da realidade futura; ele sabia que Cristo nasceria dos seus descendentes, Ele que seria a verdadeira vítima oferecida pelo mundo inteiro, Aquele que triunfaria sobre a morte pela sua ressurreição.
Então, Abraão levantou-se de manhã cedo, e ao terceiro dia chegou ao lugar que Deus lhe indicara. O terceiro dia está sempre ligado ao mistério; principalmente à ressurreição do Senhor, que ocorreu no terceiro dia. Erguendo os olhos, viu ao longe o lugar. E disse aos servos: “Ficai aqui com o jumento; eu e o menino iremos até além, para adorarmos; depois, voltaremos para junto de vós”. Diz-me, Abraão, declaras a verdade aos teus servos quando afirmas que vais adorar e depois regressas com a criança, ou queres enganá-los? Digo a verdade, responde Abraão; eu ofereço a criança em holocausto, e é por isso que levo a madeira comigo. Depois retornarei para junto de vós com a criança. Na verdade, acredito com todo o meu coração que “Deus é suficientemente poderoso para ressuscitar os mortos”.
Na leitura de Gênesis somos como que convocados a olhar que com o chamado de Deus a Abraão temos a aliança que marca o início da história da salvação. Esta aliança exige da parte de Abraão a fidelidade ao projeto de Deus para com a humanidade. Ele muda de nome para dar melhor significado ao nome que representa o pai de muitos.
Rezemos com o Salmista: Procurem o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez,
seus prodígios e as palavras de seus lábios! Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

 

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