Ano Ímpar › 23/05/2019

Quinta Feira – 5ª Semana da Páscoa

Amados irmãos e irmãs

Perseverai no meu amor.
Mais difícil do que tomar a decisão de aceitar e seguir Jesus é permanecer seguindo Jesus depois de ter tomado esta decisão. Nisto consiste a dificuldade do perseverar.
Porque o Pai ama o Filho? O pai ama porque o Filho é bom, obediente, enfim porque Ele é Deus e este amor é real, concreto e verdadeiro.
Agora é Jesus quem fala aos discípulos que os ama com o mesmo amor do pai e isto se aplica a todos nós.
Então perguntamos: Que motivos Jesus teria para nos amar com o mesmo amor se nós não temos aquelas qualidades elencadas para sua pessoa. Mas Jesus nos dá uma pista importante, ou seja, tanto para seus apóstolos como para nós nos tempos atuais é preciso perseverar e ser constante no amor de Cristo. Se antes tínhamos que guardar a Lei agora o amor é a Lei.
Este é um amor tipicamente cristão e só pode senti-lo e amar desta forma quem permanecer em Deus. A fonte do amor é o Pai (cf. v. 9), e João diz que “Deus é amor”; então para ter este amor é preciso estar ligado, unido a Ele.
O amor cristão é um amor que não busca favores divinos. Muito menos amamos para cumprir ordem de Jesus, mas amamos pelo simples prazer de amar.
Ao colocarmos em prática este amor para com os irmãos não podemos nos esquecer de que jamais poderemos exigir algo em troca do amor; pois se assim procedermos com certeza o que há em nosso coração pode ser qualquer coisa menos amor.
A beata Teresa de Calcutá nos diz: “Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7). A melhor maneira de expressardes a vossa gratidão para com Deus, tal como para com os outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre é o resultado normal de um coração ardente de amor. A alegria é força. Os pobres foram atraídos por Jesus porque havia Nele algo maior do que Ele; Ele irradiava essa força – nos seus olhos, nas suas mãos, em todo o seu corpo. Todo o seu ser manifestava a oferta que fazia de si mesmo a Deus e aos homens.
Que nada nos preocupe, nos encha de tristeza e de desânimo, a ponto de deixarmos que nos tire a alegria da ressurreição. Quando se trata de servir a Deus e as almas, a alegria não é apenas uma questão de temperamento; requer sempre algum esforço. Mais uma razão para tentarmos adquiri-la e fazê-la crescer em nosso coração. Mesmo que não tenhamos muito para dar, podemos sempre dar a alegria que brota de um coração amante de Deus.
Em todos os lugares do mundo as pessoas têm fome e sede do amor de Deus. Nós respondemos a esta fome quando semeamos alegria. A alegria é uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar posse plena de nossa alma se ela não se lhe abandonar alegremente.
No livro dos Atos dos apóstolos vemos a reflexão de idéias entre os discípulos de Jesus antes de tomarem qualquer decisão sobre a circuncisão. Pedro faz ferrenha defesa de que não há diferença, pois o Espírito Santo age também sobre aqueles outros aos quais muitos querem discriminar.

Rezemos com o Salmista: Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações e, entre os povos do universo, seus prodígios! Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, pois os povos ele julga com justiça.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 15,7-21
Salmo: 96
Evangelho: João 15,9-11

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