Ano Ímpar › 09/02/2017

Quinta Feira – 5ª. Semana Comum

liturgia 5Amados irmãos e irmãs
“É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas dos filhos. Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha”.
É impossível ler este versículo e não se lembrar de uma discussão atual entre famosos sobre exclusividade na salvação. O que aprendemos deste Evangelho é que toda exclusividade significa exclusão e discriminação de uma maioria em prol da minoria ou as vezes só de um. O Evangelho de Jesus não exclui!
Os cristãos, provenientes do judaísmo tinham a tendência de não aceitar os pagãos; pois julgavam serem apenas eles os eleitos do Senhor.
Jesus inverte a ordem estabelecida, se até então Israel era a única referência e modelo de Povo Salvo, porque cumpria a Lei de Moisés, de agora em diante a Salvação que é dom gratuito é oferecida por Deus em Jesus Cristo.
Lembro aqui as palavras de nosso papa Francisco: “Podemos até ter sido batizado, crismado e casado na Igreja Católica, mas se não se não professamos Jesus Cristo, nos converteremos em uma ONG piedosa, não em uma esposa do Senhor”
A fé abre para os pagãos as portas do Reino dos céus. É a fé que permite à mulher ver e reconhecer Jesus como Messias de todos os povos.
Vale destacar que esta mãe apesar do desespero tem: discernimento; coragem; persistência e iniciativa. Ela não mediu esforços e dispôs-se a lutar pela libertação da filha e para isto enfrentou barreiras culturais (era mulher) e religiosas (não era judia). Mas ela clamou por Jesus. Humilhou-se, sabia que só Jesus poderia ajudá-la. Ela o adorou e o reconheceu como Senhor e por fim teve fé em Jesus, foi perseverante em seu pedido.
Isaac da Estrela, monge cisterciense nos diz que esta mulher simboliza a Igreja, predestinada desde sempre, chamada e justificada no tempo, destinada à glória no fim dos tempos (Rm 8,30): ela que pede incessantemente pela sua filha, quer dizer, por cada um dos eleitos.
Na leitura do livro de Gênesis vemos que o homem só, sem companhia nem ajuda, não é homem, nem pode viver como tal, é uma criatura incompleta. A solidão do homem não é boa, pois pode fazê-lo sentir-se grande e autossuficiência e o homem é pequeno, deve crescer e multiplicar-se. A mulher é uma auxiliar semelhante a ele. É uma ajuda porque o limita no seu desejo de onipotência, porque o força a sair do seu isolamento. A relação homem-mulher pode tornar-se conflituosa, como veremos, mas é abençoada porque arranca o homem, e arranca a mulher, da sua solidão. Concluindo diríamos que o casamento foi instituído por Deus que da criação de um fez dois e da união de dois fez um. Muitos casamentos fracassam porque atualmente as pessoas se preparam para o dia do casamento, mas não se preparam para a vida de casado.
Rezemos com o Salmista: Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Gn 2,18-25
Salmo: 127
Evangelho: Mc 7,24-30

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