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Ano Ímpar › 30/03/2017

Quinta Feira – 4ª. Semana da Quaresma

30aAmados irmãos e irmãs
Qual é o seu bezerro de ouro?
O evangelho de hoje nos mostra onde estava fundamentada a Fé cristã dos primeiros cristãos: Primeiramente no testemunho de João Batista sobre Jesus; depois nas obras e Palavras que o Pai realizou em Jesus e por último a Escritura tanto o Antigo como o Novo Testamento que não deixam dúvidas sobre a filiação de Jesus.
A grande dificuldade que Jesus encontrou ao anunciar seu reino de amor, de paz e de justiça foi encontrar mentes e corações abertos, capazes de acolher esta novidade.
Nos tempos atuais podemos incorrer no mesmo erro quando temos medo de conversar com o mundo por achar que seremos contaminados.
Muitos de nós temos medo de agir como determina o Concílio Vaticano II, pois preferimos a prática tradicional de ser Igreja, usando ainda métodos arcaicos de evangelização.
O Papa Emérito Bento XVI na sua Carta de renúncia já nos alertava de que renunciava porque a Igreja precisava de alguém com forças físicas e espirituais para fazer as mudanças necessárias e em especial colocar o Concílio Vaticano II em prática e que maravilha olhar para seu currículo e ver não só que ele participou do Concílio Vaticano II, mas que ele foi quem convocou o ano da fé por ocasião do cinquentenário deste mesmo concílio.
Jesus descobriu o principal motivo da rejeição dos judeus para com Ele, ou seja, eles estavam buscando através da religião a sua própria glória e não a glória de Deus.
A Constituição dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação divina, “Dei Verbum”, §16 nos ensina que: “… Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo. Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no Seu sangue, os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento, que por sua vez iluminam e explicam” .
O poder da intercessão de Moisés diante de Deus nos faz lembrar-se de tantos que hoje colocados à frente do rebanho do Senhor diuturnamente intercedem não somente por aqueles que estão em nossas comunidades; mas principalmente por aqueles que se desviaram do caminho e que estão hoje a adorar novos bezerros de ouro que são o dinheiro, poder, etc.
São Bernardo, monge cisterciense e doutor da Igreja nos Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, n° 20, § 2 nos ensina: Acima de tudo, meu bom Jesus, amo-te por esse cálice que bebeste para nos resgatar. É esse ato que com mais doçura chama o nosso amor, que o exige ao mais justo título, que o liga em maior proximidade, que o torna mais veemente. Muito sofreu o nosso Salvador nesse dia; tanto não penou o Criador ao formar o Universo inteiro. Ele apenas teve de falar e tudo foi feito, de ordenar e tudo foi criado; o Salvador, porém, teve de afirmar as suas palavras diante dos contraditores, de defender os seus atos diante de uma guarda hostil, de sofrer a tortura diante dos que o escarneciam, de sofrer a morte no meio de insultos. Amou-nos até ao último momento.
Além disso, não era um amor por alguém em particular, era um amor que Ele dava de si próprio. Com efeito, quem antes lhe deu a Ele, para que lhe seja retribuído? (Rm 11,35). Como diz ainda São João evangelista: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou (1Jo 4,10). Em suma, Ele amou-nos quando ainda não existíamos, e para, além disso, amou-nos mesmo quando Lhe resistíamos, como testemunha São Paulo: de fato, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de seu Filho (Rm 5,10). Se não nos tivesse amado quando éramos seus inimigos, não teria tido amigos, e se não tivesse amado os que ainda não existiam, nunca teria tido ninguém a quem amar.
Rezemos com o Salmista: Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo! Por todas as vezes que como eles também construímos e adoramos bezerros de ouro. Coloca entre nós como outrora um Moisés para interceder por nós junto a vós e assim podermos gozar como sempre de vossa infinita misericórdia. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êxodo 32,7-14
Salmo: 105/106
Evangelho: João 5,31-47

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