Ano Ímpar › 23/03/2017

Quinta Feira – 3ª. Semana da Quaresma

17458391_1259303164154906_3700382709187714448_nAmados irmãos e irmãs
“ Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha”.
Esta afirmação de Jesus é muito séria e nos leva a pensar que para quem quer verdadeiramente seguir Jesus não há lugar em cima do muro. Não há como ficar com um pé em cada barca; pois é necessário fazer uma opção. Trabalham contra o Reino de Deus não só aqueles que com atos prejudicam uns aos outros, mas também aqueles que se dizem neutros.
É preciso estar atentos em nossas comunidades para que como integrantes de pastorais e movimentos não estejamos em cima do muro e muito menos sejamos aqueles que ao invés de somar acabam dividindo.
Como pode alguém que faz o bem e espalha o amor ser confundido com servo satanás? Como pode as boas obras serem taxadas de demoníacas? È uma pergunta bem atual e para a qual precisamos ter em mente uma resposta atual. Vejam por exemplo o momento que a nossa amada Igreja Católica esta passando. È ataque de todos os lados. Isto acontece porque o homem se deixa levar pela inveja, pelo apego ao poder, etc. Quem nada tem a falar por vezes fala mal. Existe uma cultura onde o mal parece prevalecer, mas sabemos que isto não é verdade. Os meios de comunicação estão aí para provar, ou seja, quantas e quantas pessoas no dia a dia entregam suas vidas na prática do bem e ninguém nada fala; mas basta a noticia de um roubo para que horas e horas de programação sejam dedicadas a estes fatos. Falar das obras más como a corrupção, estupros e homicídios dá muito mais audiência e é por isto que ídolos vão sendo construídos e quem são eles? Pasmem mas alguns são até líderes do tráfico e isto tem que ser repensado por todos nós.
Isto é verdadeiramente ter uma sociedade que está possuída pelo mal, dominada e que urgentemente necessita de libertação para que Jesus volte a ser o seu Senhor!
A respeito de estarmos fazendo o bem e termos nossas obras comparadas as de Satanás o monge grego São Simeão nos ensina que: “Jesus foi esbofeteado, coberto de escarros, crucificado. Deus é esbofeteado pelo último dos servos (Jo 18,22) para te dar um exemplo de vitória; e tu não aceitas o mesmo tratamento por parte de um dos teus semelhantes? Se tens vergonha de imitar Deus, como te regenerarás com Ele? Se, enquanto esperas, não fores paciente nos vexames, como serás glorificado com Ele no Reino dos céus”?
São João Eudes, presbítero, pregador e fundador de institutos religiosos nos ensina que devemos continuar a completar em nós os estados e mistérios da vida de Cristo e pedir-lhe continuamente que Se digne consumá-los perfeitamente em nós e em toda a sua Igreja. Os mistérios de Jesus não chegaram ainda à sua total perfeição e plenitude. Chegaram certamente à sua perfeição e plenitude na pessoa de Jesus, mas não em nós, que somos seus membros, nem na Igreja, que é o seu corpo místico (Ef 5,30). Na verdade, o Filho de Deus deseja prolongar em certo modo os seus mistérios em nós e em toda a Igreja; quer completá-los em nós. Por isso diz São Paulo que Cristo realiza a sua plenitude na Igreja e que todos nós contribuímos para a sua edificação e para a idade da sua plenitude (Ef 4,13). Também noutro lugar diz o mesmo apóstolo que completa na sua carne o que falta à Paixão de Cristo (Cl 1,24).
Deste modo, o Filho de Deus determinou consumar e completar em nós todos os estados e mistérios da sua vida. Quer levar à plenitude em nós o mistério da sua encarnação, do seu nascimento, da sua vida oculta, e realiza-o formando-Se em nós e renascendo em nossas almas pelos santos sacramentos do baptismo e da sagrada eucaristia, e fazendo-nos viver uma vida espiritual e interior escondida com Ele em Deus. Quer completar em nós o mistério da sua Paixão, morte e ressurreição, fazendo-nos padecer, morrer e ressuscitar com Ele. Finalmente, quer realizar em nós o estado da sua vida gloriosa e mortal, quando nos fizer viver com Ele e nele uma vida gloriosa e imortal nos céus. Neste sentido, os mistérios de Cristo não chegarão à sua plenitude senão no fim dos tempos, por Ele determinado para a realização plena dos seus mistérios em nós e na Igreja, isto é, no fim do mundo.
Na profecia de Jeremias ouvimos esta maravilha: “… escutai minha voz, serei vosso Deus e vós sereis o meu povo…!” Assim como muitos de nós nos dias atuais eles também não o escutaram nem lhes deram atenção. Cremos ser este o principal motivo pelo qual o mundo não tem Jesus como seu Senhor!
Rezemos com o Salmista: Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. Oxalá ouvisse hoje a sua voz. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Jeremias 7,23-28
Salmo: 95
Evangelho: Lucas 11,14-23

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