Ano Par › 18/01/2018

Quinta Feira – 2ª. Semana Tempo Comum

02Amados irmãos e irmãs
“Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus”!
Vejam bem meus irmãos que até os filhos das trevas reconhecem que Jesus é o Filho de Deus. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!”. É interessante observar que não é a multidão que faz a exclamação de que Jesus é “Filho de Deus” e sim são os possessos, isto é, as forças do mal. A presença de Jesus desmantela as forças do mal que até então dominavam o ser humano, especialmente os mais fracos.
O Evangelho nos diz que muitas pessoas foram ao encontro de Jesus pela seguinte razão: “Ao ouvir o que ele fazia”. Não diz que “ao ouvir o que ele dizia” e sim “o que ele fazia”. O que Jesus fazia se fazia ouvir. Sua prática fazia ruído. O seu fazer ultrapassa sempre seu dizer. Há momentos, na nossa vida, nos quais a única forma de dizer é fazer. O bem praticado fala daquele que o pratica.
Jesus Cristo não é um Super Star, um astro e por isto não precisa de fãs, curiosos ou fanáticos. Ele é o Filho do Deus Vivo e por isto precisa de discípulos, seguidores fiéis, pessoas que perseverem até o fim. Jesus não olha para as pessoas como um cifrão, e nem lhe passa no coração e na mente, algo que com certeza passou pela cabeça de muitos até hoje: “O que podemos ganhar com isso”.
Como é comum em nossos dias ao ver qualquer ação bem sucedida em nossas comunidades vir alguém querer tirar proveito financeiro; isto é querer demonstrar o quanto a paróquia pode lucrar com a manutenção e incrementação de tal atividade. São peripécias mil e jogadas de marketing que às vezes envergonham até os mais simples.
Qual o Cristo que estamos pregando? Será que é o pop star, do entusiasmo e da euforia que geralmente afasta-se a imagem de um Cristo sofredor pendurado em uma cruz.
Santa Teresa de Ávila dizia: “Quero ver Deus”. Todos nós temos o mesmo desejo, como a multidão da Judéia, de Jerusalém, da Idumeia, de Tiro, de Sidônia e de outros territórios que também quiseram ver Jesus.
Juliana de Norwich, mística inglesa nas Revelações do amor divino, cap. 36 nos diz: Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação. Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela ação da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros. Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!
Na leitura do primeiro livro de Samuel vemos que após a vitória de Davi sobre o filisteu Golias sua fama se espalhou e isto provocou um ciúme doentio no rei Saul. O rei fala ao filho Jonatas para que mate Davi, mas como este gostava muito de Davi o avisou para fugir do rei. Enquanto isto Jonatas convence o pai Saul a mudar de idéia e a paz é selada entre ambos.
Rezemos com o Salmista: Do meu exílio registrastes cada passo, em vosso odre recolhestes cada lágrima e anotastes tudo isso em vosso livro. Meus inimigos haverão de recuar em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Samuel 18,6-9; 19,1-7
Salmo: 55/56
Evangelho: Marcos 3,7-12

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