Ano Ímpar › 29/04/2017

Quinta Feira – 2ª. Semana da Páscoa

18119217_1300083856743503_945529120201332577_nAmados irmãos e irmãs
Quem rejeita Jesus, rejeita Deus que o enviou!
É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens.
No diálogo mantido com Nicodemos (Jo 3,7-15) Jesus já adiantou: “Se não acreditais nas coisas terrenas como irão acreditar nas coisas do alto”.
No Evangelho de hoje Jesus nos ensina que o que vem do alto está acima de todos. Nós que estamos aqui na terra quando muito entendemos as coisas da terra e por isto muitos não aceitam o testemunho de Jesus; pois seu testemunho vem do céu; isto é daquele que o enviou; pois Deus deu a Jesus um Espírito sem medida.
Deus é amor, define São João. Amor vivido no seio da Trindade onde se realiza a comunhão amorosa de três Pessoas: o Pai amante, o Filho amado e o Espírito que é amor partilhado e comunicado entre o Pai e o Filho e agora a todos nós.
Há mistérios que nossa razão humana não consegue entender: como é que um Pai amoroso permite – e chega mesmo a propor! – que seu Filho se encarne e dê a vida por nossa salvação? Em nossa mentalidade humana, amar alguém inclui a atitude de envolvê-lo em uma redoma que o impeça de sofrer. Nós mesmos, em nossa vida pessoal e familiar, muitas vezes falhamos em nossa missão pela recusa dos sofrimentos inerentes a ela. A resposta a esse mistério está no amor… O Pai tem outros filhos. Eles estão afastados e precisam ser resgatados. Impelido pelo Espírito, o Filho abraça o desígnio do Pai e nos resgata da morte do pecado, ao preço de seu sangue. Eis a razão e o porquê o Espírito Santo é testemunha desde antes de todos os tempos.
Nós não compreendemos como se sentia Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem em sua experiência terrena. Padecimentos físicos, dores morais, sofrimentos do espírito, tudo adquire nova dimensão sob o signo do amor, tal como as dores do parto são compensadas pela alegria do filho que nasce as dores da paixão tiveram como alegria a vitória da ressurreição.
Santo Ireneu de Lyon, bispo e mártir nos escritos Contra as heresias, IV, 37 nos ensina: Deus fez o homem livre para que ele pudesse responder aos seus apelos voluntariamente e sem constrangimentos. De fato, em Deus não há violência, mas Ele convida-nos constantemente ao bem. Ele deu ao homem o poder de escolher, como havia feito com os anjos. E não é só no âmbito da sua atividade, mas também no campo da fé que o Senhor salvaguarda a liberdade do homem. Com efeito, Ele diz: Faça-se segundo a tua fé (Mt 9,29), mostrando assim que a fé é característica do homem, porque depende da sua decisão pessoal. Diz ainda: Tudo é possível a quem crê (Mc 9,23) e, noutra passagem, Vai, que tudo se faça segundo a tua fé (Mt 8,13). Todos estes textos mostram que o homem orienta o seu próprio destino conforme escolhe acreditar ou não. É por isso que quem crê no Filho tem a vida eterna, mas quem se nega a crer no Filho não verá a vida.
Dir-se-ia então que teria sido melhor que Deus não tivesse criado os anjos com a possibilidade de desobedecerem à sua Lei. Também não devia ter criado os homens, já que tão rapidamente se tornariam ingratos para com Ele; na verdade, esse era o risco associado à sua natureza racional, capaz de examinar e julgar. Ele deveria tê-los feito à semelhança dos seres sem razão e sem princípio de vida própria. Mas, nesse caso, o bem não teria nenhuma atração para os homens, a comunhão com Deus nenhum valor a seus olhos. O bem não despertaria neles o menor desejo, uma vez que seria adquirido sem que tivessem de procurá-lo ; o bem seria inato neles, concedido. Se o homem fosse bom por natureza e não por vontade, não compreenderia que o bem é apetecível, não poderia apreciá-lo. Que gozo do bem teriam aqueles que o desconhecessem? Que glória, aqueles que não tivessem feito qualquer esforço para alcançá-lo ? Que coroa aqueles que não tivessem lutado para obtê-lo? Pelo contrário, quanto mais a nossa recompensa resultar de um combate, mais valor terá; quanto maior for o seu preço, mais a desejaremos.
Na leitura de Atos vemos que as autoridades religiosas ficam embaraçadas com os acontecimentos envolvendo os apóstolos.
No caso da ressurreição de Jesus eles compraram os guardas por algumas moedas para que dissessem que os apóstolos tinham roubado o corpo de Jesus e aqui no caso dos apóstolos com certeza usavam de outras mentiras para tirar o crédito dos prodígios e milagres que estavam acontecendo.
O que eles não contavam é que com a testemunha que os apóstolos foram buscar, ou seja, ninguém mais, ninguém menos do que o Espírito Santo; nada poderiam fazer. Pedro estufa o peito e diz: “Nós e o Espírito Santo somos testemunhas”.
Rezemos com o Salmista: O Senhor volta a sua face contra os maus para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 5,27-33
Salmo: 34
Evangelho: João 3,31-36

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