Ano Ímpar › 09/03/2017

Quinta Feira – 1ª. Semana da Quaresma

17200874_1244198595665363_7491589696859006330_nAmados irmãos e irmãs
“Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai Celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem”.
Por que pedir, se Deus sabe o que necessitamos?
São Tomás de Aquino nos ensina que: Quando a súplica é dirigida a um homem, deve primeiro expressar o desejo e a necessidade de quem pede. Tem também por objetivo afrouxar o coração daquele a quem se pede, até o fazer ceder. Ora, estas duas coisas não têm razão de ser quando a súplica é dirigida a Deus.
Ao rezar, não temos de nos preocupar em manifestar os nossos desejos ou as nossas necessidades a Deus: Ele sabe tudo (Mt 6,8). Se a oração é necessária ao homem para obter os benefícios de Deus, é porque exerce sobre aquele que reza uma influência que o leva a considerar a sua própria pobreza e lhe inclina o coração a desejar com fervor e espírito filial o que espera obter com a oração. Pedir a Deus torna-nos imediatamente familiarizados com Deus e é assim nesta amizade familiar com Deus que a oração produz, abre-se o caminho para uma oração ainda mais confiante.
Nesta página do Evangelho Jesus quer mostrar que o Pai é pura bondade e com isto apagar a figura de um Deus rigoroso e sempre pronto a castigar como era vista no Primeiro Testamento e por muitas pessoas nos dias de hoje que até usam disso para amedrontar as ovelhas que lhe são confiadas. Com certeza você já deve ter ouvido na comunidade alguém fazer ameaças do tipo você vai pro inferno; vais sentir o peso da mão de Deus, vou te excomungar, e por aí vai.
Imagine uma criança que ainda não atingiu o uso da razão, e que depende totalmente dos pais, ela aceita passivamente tudo que os pais lhes dão, pois sabe que o Pai dá coisas boas. No entanto ao começar a fazer uso da razão geralmente a criança começa a questionar o que os pais lhe dá como, por exemplo, a cor do brinquedo, o tipo ,etc. Por isto Jesus nos pediu para que fôssemos como as crianças para entrar no Reino dos céus.
Às vezes temos a impressão de que tudo que Deus lhe dá não é suficiente. Aqui é necessário fazer uma reflexão sobre o que queremos e o que precisamos.
Este Evangelho ainda ensina que tudo o que quisermos que seja feito para nós devemos primeiro fazer aos outros. Cremos ser esta a regra de ouro deixada por Jesus: Não peça para você nada que não quiser para o outro!
Na leitura vemos que a súplica de Ester é algo que nos leva a pensar sobre o reconhecer nossas faltas diante de um Deus que é pura bondade. De modo especial se destaca as seguintes palavras de Ester: “… ouvi a voz daqueles que não têm outra esperança…”; isto significa que este Deus por ela invocado deve ser nossa única esperança, pois não há outro deus em quem possamos depositar nossa esperança.
Rezemos com o Salmista: Senhor meu Deus Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Complete em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixe inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Ester 4,17
Salmo: 138
Evangelho: Mateus 7,7-12

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