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Ano Ímpar › 11/07/2019

Quinta – Feira 14ª Semana comum – Ano Impar 11/07/2019


Amados irmãos e irmãs
Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos, nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento.
Em um mundo como o nosso, onde o capitalismo selvagem coloca o ter acima de tudo, onde não se encontra incentivo algum para as pessoas que se dedicam a ajudar o próximo com dedicação e altruísmo desinteressado.
Vemos a crise de médicos não porque faltem médicos, mas porque os que existem querem ganhar dinheiro e prestígio com a profissão, o que trabalhando em um SUS não é possível.
Já não encontramos professores de geografia e outras matérias não porque não tenha pessoas que gostem destas áreas da ciência, mas porque elas não dão dinheiro.
Infelizmente esta praga de pensamento entrou na Igreja e muitos dos que se colocam, a serviço do Evangelho estão mais é pensando em ganhar dinheiro com o anuncio do reino de Deus.
Chamamos a atenção de todos os cristãos católicos para que olhem bem para aqueles que se dizem missionários do reino, vejam seu modo de viver, vejam o que Jesus falou no evangelho de hoje e comparem; pois é fácil de identificar tais lobos.
Olhem para o testamento do beato João Paulo II que revelou ao mundo o seu notável espírito de pobreza; o de Madre Teresa de Calcutá que nas viagens trazia uma única muda de roupa e uma pequena bacia, dentro de uma caixa de biscoitos amarrada com um cordão de persiana. O desprendimento e a sobriedade dos seguidores de Jesus dão o feliz testemunho e se assim foram os santos canonizados assim também devemos ser todos nós.
Lembro-me aqui o que disse nosso papa Francisco a respeito de padres, freiras e irmãos com carro do último modelo: O carro é necessário, mas arrume um carro simples. Porque não incluir aí leigos que com seus “carrões de luxo” também e tornam um afronta para os pobres.
Ficamos a imaginar se Jesus estivesse a nos enviar com as palavras que fez o envio dos primeiros e parafraseando e atualizando creio que ficaria assim: “Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo. Acolhei os moradores de rua, visitai os presidiários, ajudai os dependentes químicos. Recebestes de graça, de graça dai!
Não queiram viajar na primeira classe dos aviões; não leveis tablets, smartphones, Ipad e notebook muito caros; Não usem relógios patek philippe ou rolex que possam escandalizar, não cobrem caches em seus shows, nem missas e pregações; não exijam camarins com ar condicionado, água importada e frutas tropicais e por fim peço que não se hospedem em hotéis cinco estrelas, mas na casa dos irmãos onde comerá do que eles comem e acima de tudo nunca exijam quantidade mínima de fieis na assembléia para que possa cantar ou pregar..
Vamos sempre nos lembrar de que o Deus que servimos é aquele que na cruz estava nu e sem nada e que no altar se imola no sacrifício incruento sob as simples espécies de pão e vinho.
Isto tudo porque o discípulo não é mais que o Mestre que o enviou, lembrem sempre de que você é apenas um mensageiro, mas a mensagem é e sempre será Jesus que é Cristo e Senhor!
O grande ensinamento que tiramos da leitura do livro do Gênesis é que Deus para o bem de seus filhos tira proveito de tudo e até daquilo que a priori parece mal. A venda de José como escravo parecia algo ruim, mas vejam o desfecho que possibilitou um momento tão forte de perdão, de experiência com Deus na sua infinita misericórdia. José que teria tudo para eliminar todos os seus irmãos e supostos algozes diz: “Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito. Mas agora não vos entristeçais, nem tenhais remorsos de me ter vendido para ser conduzido aqui. É para vos conservar a vida que Deus me enviou adiante de vós”.

Rezemos com o Salmista: Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão. Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; fez dele o Senhor de sua casa e, de todos os seus bens, o despenseiro. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gênesis 44,18-21.23-29; 45,1-5
Salmo: 104/105
Evangelho: Mateus 10,7-15

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