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Ano Ímpar › 15/02/2017

Quarta Feira – 6ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs15 jesus-cura-o-cego2

Neste evangelho a primeira coisa que Jesus fez foi conduzir para fora da cidade aquele que seria curado e sito para não deixar que a cura se tornasse um espetáculo. Jesus não queria e não quer que as pessoas creiam nele por causa de seus milagres. O verdadeiro cristão crê nos milagres não por causa dos milagres, mas sim pela fé. Os milagres são consequência da fé.

A unção dos olhos do cego com saliva parece querer nos ensinar a força curativa da saliva e isto foi provado mais tarde pela ciência e basta olharmos para um cachorro que quando tem um ferimento ele o molha com saliva. Lembremos também que os ferimentos no interior da boca cicatrizam mais rápido justamente pelo poder curativo da saliva.

A imposição das mãos é ainda hoje o símbolo da relação daquele que pede e recebe em relação ao que intercede e faz acontecer a cura e o milagre.

O que fez o mestre não foi mágica ou bruxaria, mas sim vamos perceber que a cura não é instantânea; pois aconteceu gradativamente vez que no início o homem via vultos de pessoas e só depois de outra imposição de mãos é que ele enxerga perfeitamente. Aqui um ensinamento importante, ou seja, na nossa vida espiritual também é assim, precisamos saber que os resultados não são imediatos; é preciso ter paciência para que na medida em que como este cego fiquemos na presença do Senhor Ele vai gradativamente fazendo com que nossa fé seja aumentada e a comunhão se torne plena.

Na leitura do livro do Gênesis vemos que como na criação no dilúvio também temos dois relatos do dilúvio, a diferença é que aqui eles não estão separados, mas sim embutidos um no outro. Em uma narrativa o dilúvio dura quarenta dias e noutra doze meses lunares com mais onze dias, o que perfaz 365 dias, isto é, um ano solar. Mas o importante nesta leitura é mostrar o agir de Deus que não tem emoções humanas, mas está acima delas. Não ama como nós, mas ama mais do que nós. Ama de um modo que não podemos compreender e por isto apesar da infidelidade que provocou o dilúvio ao final a promessa de que não mais acontecerá algo semelhante. Isto só o amor pode explicar.

Rezemos com o Salmista: Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Gn 8,6-13.20-22

Salmo: 115

Evangelho: Mc 8,22-26

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