Ano Ímpar › 07/04/2017

QUARTA FEIRA 5ª. SEMANA DA QUARESMA

17800016_1273176932767529_8910416810972369034_nAmados irmãos e irmãs
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!
Jesus estava a dizer aos judeus que eles eram escravos, mas eles não conseguiam entender; pois se diziam livres. O que Jesus queria dizer é que eram escravos do pecado. Os fariseus afirmavam que eram filhos de Abraão, mas Jesus dizia que não, pois não faziam as obras de Abraão. Quanto a serrem filhos de Deus Jesus foi convicto ao afirmar que se fossem filhos de Deus fariam a vontade do Pai e o amaria de todo coração, bem como amariam Aquele que Ele enviou.
Temos muitas pessoas nos dias de hoje que frequentam comunidades não por questões geográficas, mas sim de afinidade. Se a Palavra é a mesma; o que tem em uma comunidade que a outra não tem? A resposta poderia ser: a acolhida, o zelo pastoral, a eloquência do pregador da Palavra, etc. Isto acontece na maioria às vezes porque não temos uma fé madura, então somos apenas admiradores de Jesus e da sua Igreja. Os judeus tinham crido em Jesus, mas tinham dificuldade de se abrir e compreender em profundidade seu ensinamento e por vezes é isto que acontece conosco hoje.
A Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo contemporâneo, «Gaudium et Spes», §§ 16-17 nos ensina que: “Só na liberdade é que o homem se pode converter ao bem. Os homens de hoje apreciam grandemente e procuram com ardor esta liberdade; e com toda a razão. Muitas vezes, porém, fomentam-na dum modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo o mal, contanto que lhes agrade. A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina no homem. O homem atinge esta dignidade quando, libertando-se da escravidão das paixões, tende para o fim pela livre escolha do bem e procura a sério e com diligente iniciativa os meios convenientes. Mas a liberdade do homem, ferida pelo pecado, só com a ajuda da graça divina pode tornar plenamente efetiva esta orientação para Deus.
Na profecia de Daniel vemos que mesmo que Deus não intervenha devemos manter a fé. Os três jovens com fé convicta afirmam que o Deus que os livrou da fornalha virá em seu socorro mas mesmo que Ele não venha ,eles não se prostrarão diante de outros deuses. É como nos falamos aqui na comunidade quando alguém quer discutir algum dos mistérios de Deus: mesmo que viesse um anjo do céu a dizer que Jesus não é o filho de Deus ainda assim continuaríamos a professar nossa fé em Jesus como Senhor e Filho do Deus Altíssimo. A nossa fé deve independer de sinais miraculosos e magníficos.
Concluindo diríamos que para ser discípulo de Jesus é preciso aderir totalmente ao seu projeto e por ele dar a vida se preciso for. Infelizmente no meio católico temos hoje os que se dizem católicos não praticantes e atrás deste vem à categoria dos simpatizantes que apenas admiram Jesus, acham seu projeto bonito, mas dizem: “Isto não é para mim”!
Rezemos com o Salmista: Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória eternamente! Obras todas do Senhor glorifiquem-no. A ele louvor, honra e glória eternamente! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Daniel 3,14-20.49.91-92.95
Salmo: Dn 3
Evangelho: João 8,31-42

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