Ano Ímpar › 30/03/2017

Quarta Feira – 4ª. Semana da Quaresma

29 cAmados irmãos e irmãs
“Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.
A esta afirmação de Jesus poderíamos usar de alguns velhos ditados como filho de peixe peixinho é ou então tal pai, tal filho e tudo porque Jesus afirma nada fazer diferente do que aquilo que o Pai faz.
Os judeus procuravam matar Jesus por dois motivos: por violar o sábado e por dizer que Deus era seu Pai (isto para os judeus era a maior blasfêmia que alguém poderia dizer).
Os judeus não conseguiam entender que não era o homem que se divinizava, mas sim um Deus que por amor se humanizou, se fez um de nós.
Ante tudo isto Jesus passou a ser como que um estorvo para os judeus; pois Ele não estava observando o que eles ensinavam em relação a Deus e ao sábado o que gerava desconforto em relação aos demais.
Santo Agostinho, doutor da Igreja, que em seu Sermão 98 ensina que: “A Palavra da vida exorta os que estão acorrentados pelos próprios maus hábitos… Vivamente admoestados, tais pecadores regressam a si mesmos; começam a rever a sua vida e a sentir o peso dos grilhões dos seus maus hábitos. Têm vergonha e decidem mudar de vida: e nesse momento ressuscitam regressados à vida, pois condena aquela sua antiga maneira de viver. Eis o ministério que o Senhor confiou aos Seus discípulos, quando lhes disse: “Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu” (Mt 18,18) ”.
O que devemos entender na verdade é que Jesus quis demonstrar que enquanto Ele estava aqui na terra a Ele cabia este papel de ligar e desligar e o fazia tudo conforme a vontade do Pai; e é assim que deve continuar sendo com aqueles que receberam esta missão que no caso é o Romano Pontífice e seu Colégio Episcopal de continuar fazendo tudo de acordo com a vontade do pai do qual sem escândalo algum nos dias atuais podemos dizer que somos filhos.
Intimamente unido ao Pai, o Filho se fez solidário conosco e veio revelar-nos o amor misericordioso de Deus. Jesus Cristo é aliança de Deus conosco para nos dar a vida. Transmite-nos a palavra de Deus para nos transmitir a vida de Deus: assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer, os mortos são os que vivem em pecado, porque, desligados de Deus, não têm em si a vida divina e não podem amar a Deus nem aos irmãos. Só a Palavra de Deus, que revela o amor, o seu amor misericordioso, comunica a vida e dá capacidade para amar.
A profecia de Isaias reforça o amor de Deus por seus filhos dizendo que ele está acima do amor de uma mãe: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca”.
Rezemos com o Salmista: Senhor meu Deus vós que sustentais todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. Sois justo Senhor em seus caminhos, és santo em toda obra que faz. Estais perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Isaías 49,8-15
Salmo: 145
Evangelho: João 5,17-30

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