Ano Ímpar › 08/11/2017

Quarta Feira – 31ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs23032563_1484312364987317_4906431165338855885_n
“Qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui e quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo”.
Jesus não é uma opção a mais, mas Ele é a única e verdadeira opção para quem quer ser discípulo. Desapego e renúncia não significam abrir mão de tudo o que se tem, mas sim colocar o reino de Deus acima de tudo; inclusive das relações com os familiares.
Infelizmente existe dentro da Igreja uma corrente que tem pregado a possibilidade de ser discípulo de um Cristo sem cruz, onde não precisamos fazer renúncias.
Jesus jamais quis nos enganar e por este motivo ele fala da prudência para medir os riscos de tudo que vamos fazer e em especial ao assumir um projeto de vida, é preciso conhecê-lo e isto evitará frustrações.
O Evangelho de hoje traz várias parábolas e dentre elas queremos destacar a que Jesus fala do rei que antes de sair para o combate, senta para avaliar se valerá a pena marchar contra o inimigo que vem com um exército numericamente superior. Ficamos a imaginar que muitas vezes em nossa vida espiritual nós subestimamos o inimigo e é por isto que sofremos tantas decepções; pois é necessário estudar a estratégia do inimigo para assim poder vencê-lo.
São Josemaría Escrivá de Balaguer, presbítero e fundador em sua homilia de 01/02/1960, Amigos de Deus, 65-66 no diz que: Gostava de subir a torre da catedral de Burgos com os meus filhos mais jovens para que vissem de perto a pedra trabalhada das cumeeiras, um autêntico rendilhado de pedra, fruto de um trabalho paciente e custoso. Nessas conversas fazia-lhes notar que aquela maravilha não se via de baixo. E comentava: isto é o trabalho de Deus, a obra de Deus: acabar a tarefa pessoal com perfeição, com beleza, com o primor destas delicadas rendas de pedra. Compreendiam, perante essa realidade que entrava pelos olhos, que tudo isso era oração, um formoso diálogo com o Senhor. Aqueles que tinham gastado as suas energias nessa tarefa sabiam perfeitamente que, das ruas da cidade, ninguém veria nem apreciaria o resultado do seu esforço: era só para Deus.
Convencidos de que Deus se encontra em toda a parte, nós cultivamos os campos louvando o Senhor, sulcamos os mares e trabalhamos em todas as outras nossas profissões cantando as suas misericórdias. Desta maneira, estamos unidos a Deus a todo o momento. Não esqueçais, contudo, que estais também na presença dos homens e que estes esperam de vós – de ti! – um testemunho cristão.
Por isso, na nossa ocupação profissional, temos de atuar de tal maneira, do ponto de vista humano, que não fiquemos envergonhados nem façamos corar quem nos conhece e nos ama; e não vos acontecerá como àquele homem da parábola que se propôs edificar uma torre: depois de lançar os alicerces, não podendo concluí-la, começaram todos os que a viram a zombar dele, dizendo: Este começou a construir e não pôde chegar ao fim. Garanto-vos que, se não perderdes a visão sobrenatural, poreis o coroamento na vossa tarefa, acabareis a vossa catedral.
Na leitura da carta de são Paulo aos Romanos o apóstolo nos ensina que quem ama o seu próximo cumpre toda a lei.Os outros mandamentos que existem se resumem nas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Quem ama jamais faz o mal a quem quer que seja e é isto que precisamos entender; pois se alguém diz que ama e prejudica na verdade é um mentiroso.
Rezemos com o Salmista: Feliz o homem que respeita o Senhor. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve sues negócios com justiça. Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Romanos 13,8-10
Salmo: 111/112
Evangelho: Lucas 14,125-33

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