Ano Par › 17/01/2018

Quarta Feira – 2ª. Semana Tempo Comum

01Amados irmãos e irmãs
“No sábado é permitido fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou matar? ”
Os moralistas da época de Jesus são os mesmos de hoje, ou seja, aqueles que ficam de olho na vida das pessoas, quem são e o que fazem não para ajudá-las em suas necessidades, mas sim para poder condená-las.
Imaginem vocês aquele agente de pastoral que por uma infelicidade caiu em desgraça e depois retorna a Igreja para falar com o padre.
É neste momento que muitos outros aparecem e dizem: “agora quero ver, e por aí vai”.
Jesus sempre coloca a dignidade das pessoas acima de qualquer coisa, mas, no entanto muitos parecem que são proprietários desta misericórdia e além de querer racionar muitas vezes a negam em nome de Jesus; o que é muito pior.
O irmão pede perdão e aquele que deve perdoar se faz de rogado, de importante e aproveita para humilhar aquele que mendiga perdão.
Pessoas que agem assim dentro da Igreja devem fazer muito pior aqui fora e o que as leva a agir desta forma na verdade não é a observação do preceito, mas sim a dureza de coração.
Falamos com a língua que estamos em Cristo, mas nós ações nos desmentem na medida em que não somos capazes sequer de perdoar.
Jesus diz ao homem da mão seca: “Vem para o meio.” Como é bela e significativa esta frase; nosso Deus não exclui, Ele nos convida a entrar na roda, na ciranda da vida.
Ainda hoje mais do que nunca Jesus Cristo coloca a Vida e a dignidade das pessoas acima de qualquer lei ou interesse e continua a incomodar a muitos que querem “matá-lo” no coração das pessoas, no seio da família e até nas comunidades.
Na leitura do primeiro livro de Samuel vemos uma das mais conhecidas páginas da bíblia onde se narra a luta entre o gigante filisteu de nome Golias e o pequeno Davi. Davi diz: “Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel, que tu insultaste. Não é com a espada nem com a lança que o Senhor triunfa, pois a batalha é do Senhor, e ele vos entregou em nossas mãos! ” Como seria bom se nós como cristãos na hora da batalha diária não nos importássemos com o tamanho da dificuldade ou do inimigo e pudéssemos repetir o que Davi disse.
Rezemos com o Salmista: Bendito seja o Senhor, meu rochedo que adestrou as minhas mãos para a luta e os meus dedos treinou para a guerra! Ele é meu amor, meu refúgio, meu libertador, minha fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Samuel 17,32-33.37.40-51
Salmo: 143/144
Evangelho: Marcos 3,1-6

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