Ano Ímpar › 29/04/2017

Quarta Feira 2ª. Semana da Páscoa

17992345_1299288113489744_3569912047308648822_nAmados irmãos e irmãs
Deus amou o mundo, de tal maneira que deu seu único filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna! Este é sem sombra de dúvidas o versículo mais bonito e comovente da Bíblia.
O amor do Pai para com o mundo. O propósito deste Pai foi, é e sempre será a salvação de todos os homens sem exceção; porém, esta proposta exige uma resposta e para dar esta resposta de maneira afirmativa é preciso antes ter um encontro pessoal com o Ressuscitado.
Sem este encontro dificilmente nossa resposta será sim e se for sim será somente fogo de palha que não tem consistência alguma e qualquer vento que sopra o faz apagar.
Crer em Jesus não significa apenas professar com palavras esta crença, mas acima de tudo com a própria vida.
O monge sírio Santo Isaac nos capítulo sobre o conhecimento, IV, 77-78 escreve que: O homem que se inflama por causa da verdade ainda não conheceu a verdade tal como ela é. Quando a conhecer verdadeiramente, deixará de se inflamar por causa dela. O dom de Deus e o conhecimento adquirido com esse dom nunca são motivos para nos perturbarmos ou elevarmos a voz, pois o lugar onde o Espírito mora com amor e humildade é um lugar onde só reina a paz. Se o zelo fosse útil para a correção dos homens porque se teria Deus revestido dum corpo e empregado a suavidade e modos humildes para converter o mundo a seu Pai? E porque se teria Ele deixado pregar na cruz pelos pecadores e porque teria entregado o seu santíssimo corpo ao sofrimento em favor do mundo? Digo que Deus o fez por uma única razão: dar a conhecer ao mundo o seu amor, para que a nossa capacidade de amar, aumentada por tal constatação, se fizesse cativa de amor por Ele. Assim, o poder eminente do Reino dos Céus, que consiste no amor, encontrou modo de se exprimir na morte de Seu Filho, para que o mundo sinta o amor de Deus pela sua Criação. Se esse gesto admirável tivesse como única razão de ser a remissão dos nossos pecados, teria sido suficiente outro modo de a realizar; pois quem a teria recusado se Ele tivesse morrido duma morte simples, sem mais? Mas Ele não quis uma morte simples, para que tu pudesses compreender qual é o mistério. Para que foram necessários os insultos e os escarros? Oh sabedoria vivificante! Compreendeste agora e sentiste qual a razão da vinda de Nosso Senhor e tudo o que se lhe seguiu, antes mesmo de a sua santa boca no-lo explicar claramente na sua Pessoa. Com efeito está escrito: “Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito”.
Na leitura do livro dos Atos dos apóstolos vemos mais uma vez que os apóstolos são presos e maltratados; no entanto Deus vem em socorro deles e os liberta. Esta libertação tem um sentido todo especial; qual seja a Palavra não pode ser aprisionada.
Outro detalhe interessante é que a cada livramento os apóstolos se entusiasmam mais em anunciar sem medo de serem presos novamente.
E nós como agimos após ameaças de perseguições, dores e sofrimentos por causa do nome de Jesus? Muitos de nós desanimamos e abandonamos a comunidade ou nela permanecemos, mas fazendo um verdadeiro inferno na vida das pessoas que julgamos culpadas pelos nossos sofrimentos.
Rezemos com o Salmista: Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono irmãos Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 5,17-26
Salmo: 34
Evangelho: João 3,16-21

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