Ano Par › 25/07/2018

Quarta Feira – 16ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

“… Outras sementes, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça”.
Lembro – me aqui de uma antiquíssima canção da campanha da fraternidade que dizia: “A Palavra é a semente que Jesus jogou no chão. No chão da sua mente no chão do seu coração. Semente que caiu na pedra semente que não quis brotar. Há muito coração de pedra que não tem vida prá dar”.
Se você é o semeador onde está deixando a semente cair? Pela ótica do reino não podemos escolher terrenos, mas a semente que é a Palavra deve ser semeada em todos os lugares (povos, raças e nações) Se é assim então temos que nos perguntar se estamos preparando bem terreno? A resposta o próprio Evangelho nos dá, ou seja, a nós cabe continuar semeando; pois o resultado desta semeadura está fora de nosso alcance.
O monge Isaac, o Sírio em seus Discursos ascéticos, série 1, nº 32
“Cem por um” nos diz: “ Da mesma forma que todo o poder das leis e dos mandamentos que Deus deu aos homens se realiza na pureza de coração, como disseram os Padres, assim todos os modos e todas as formas pelas quais o homem reza a Deus se concretizam na oração pura. Os gemidos, as prosternações, as súplicas, as lamentações, todas as formas de que se pode revestir a oração têm na verdade como objetivo a oração pura. A reflexão deixa de ter algo que a sustente: nem oração, nem movimento, nem lamentação, nem poder, nem liberdade, nem súplica, nem desejo, nem prazer naquilo que espera nesta vida ou no mundo que há de vir; depois da oração pura, já não há outra oração. Acima desse limite, já não é oração, é maravilhamento: a oração cessa e começa a contemplação.
A oração é a semente, a contemplação e a recolha dos frutos. O semeador maravilha-se ao ver o inexprimível: como é que, a partir dos pequenos grãos nus que semeou, brotam subitamente diante de si espigas florescentes? A vista da colheita tolhe-lhe os movimentos. Do mesmo modo que só um homem em mil cumpre menos mal os mandamentos e as coisas da Lei e consegue atingir a pureza da alma, assim também só um em mil é digno de atingir com muita vigilância a oração pura, de atravessar o limite e de descobrir este mistério. Pois não é dado a muitos, mas a poucos conhecer a oração pura.
Na leitura do profeta Jeremias vemos seu chamado quando tinha por volta de 20 anos. Deus quer fazer dele um consagrado, separado de tudo para se dedicar a serviço do Reino. Ele é um homem tímido, e treme diante do chamado; o que não é diferente com outros homens, inclusive nós. Sentimo-nos incapazes de assumir, mas diante da força do espírito não resistimos apesar da luta interior entre as exigências da fé e a fragilidade humana.

Rezemos com o Salmista: Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Li­ber­tai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jr 1,1.4-10 
Salmo: 70
Evangelho: Mateus 13,1-9

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