Ano Par › 18/07/2018

Quarta Feira – 15ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs
“Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos”.
Ao ouvir esta frase dita por Jesus todos nós somos convidados a mergulhar no que ela significa para que também possamos um dia dizer do fundo de nossos corações: Eu te louvo ó Pai porque me revelastes aquilo que os sábios não compreendem.
Atualmente o homem com seus projetos grandiosos, com os avanços fantásticos da ciência e da tecnologia não percebe que tudo isso é obra de Deus, ele exclui Deus acreditando somente em seu conhecimento.
Os pequenos e simples do tempo de Jesus, eram os que não tinham nenhum conhecimento sobre Deus, entretanto, sentiram-se atraídos por Jesus e viam nele algo novo, em Jesus torna-se possível a salvação dos que eram impuros, pecadores, prostitutas, publicanos, leprosos, pastores e pescadores.
O profundo conhecimento das Escrituras e o rigor na observação dos mandamentos podem nos levar a presunção de nos julgarmos mais santos e superiores e com isto desprezar os pequeninos e até prescindir de Deus por julgar que conseguimos realizar tudo pelo nosso próprio esforço.
Ao olharmos para a situação atual veremos que nada mudou, pois o mundo continua selecionando aqueles que a seu ver são vitoriosos e os escribas e sacerdotes continuam a ditar os que serão salvos; mas eis que vem Jesus e novamente começa a fazer o caminho inverso e a mostrar que dentre os pequeninos é mais fácil encontrá-lo. É no meio dos pequeninos que encontramos corações abertos, desprendidos e prontos a aceitar a Boa Nova do Reino de Deus.
Guilherme de Saint-Thierry monge beneditino e depois cisterciense no Espelho da fé, 6; PL 180, 384; SC 301 nos diz: Tu, alma fiel, quando à tua fé se apresentam mistérios demasiado profundos e a tua natureza estremece, diz sem medo, não com espírito de contradição, mas com desejo de ser ilustrado: Como pode ser isto? (Lc 1,34) Converta-se a tua pergunta em oração, em amor, em piedade, em desejo humilde; não seja perscrutar o que tem de mais alto a majestade de Deus, mas procurar a salvação nos meios salutares que Deus nos oferece. Ninguém conhece o que há em Deus, a não ser o Espírito de Deus (1Cor 2,11). Corre, pois, a participar do Espírito Santo. Ele torna-se presente logo que é invocado; mais ainda, não poderia ser invocado se não estivesse já presente. E, quando é invocado, vem e traz consigo a abundância da bênção de Deus. É essa a corrente impetuosa do rio que alegra a cidade de Deus (Sl 45,5). E, quando Ele vier, se te encontrar humilde e tranquilo e cheio de respeito pelas palavras de Deus, repousará sobre ti (Lc 1,35); revelar-te-á o que Deus Pai oculta aos sábios e prudentes deste mundo. Então começará a brilhar aos teus olhos aquilo que a Sabedoria (1Cor 1,24) pôde ensinar na terra aos seus discípulos, mas que eles não puderam compreender enquanto não veio o Espírito de verdade, que lhes havia de ensinar a verdade plena (Jo 16,12-13).
Na leitura do livro do profeta Isaías vemos que a invasão assíria estava prestes a acontecer e Acaz e seu filho Ezequias não se entendiam, pois um queria fazer acordo com o inimigo e o outro queria fazer oposição. Nenhum deles escuta Isaías que prega a fé em Deus, pois a Assiria embora inimiga; seria um simples instrumento nas mãos de Deus: … acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja?

Rezemos com o Salmista: O que fez o ouvido não ouve? Quem os olhos formou não verá? Quem educa as nações não castiga? Quem os homens ensina não sabe? O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 10, 5-7. 13-16 
Salmo: 93
Evangelho: Mateus 11,25-27

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