Ano Ímpar › 19/07/2017

Quarta Feira – 15ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs19
“Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos”.
Ao ouvir esta frase dita por Jesus todos nós somos convidados a mergulhar no que ela significa para que também possamos um dia dizer do fundo de nossos corações: Eu te louvo ó Pai porque me revelastes aquilo que os sábios não compreendem.
Atualmente o homem com seus projetos grandiosos, com os avanços fantásticos da ciência e da tecnologia não percebe que tudo isso é obra de Deus, ele exclui Deus acreditando somente em seu conhecimento.
Os pequenos e simples do tempo de Jesus, eram os que não tinham nenhum conhecimento sobre Deus, entretanto, sentiram-se atraídos por Jesus e viam nele algo novo, em Jesus torna-se possível a salvação dos que eram impuros, pecadores, prostitutas, publicanos, leprosos, pastores e pescadores.
O profundo conhecimento das Escrituras e o rigor na observação dos mandamentos podem nos levar a presunção de nos julgarmos mais santos e superiores e com isto desprezar os pequeninos e até prescindir de Deus por julgar que conseguimos realizar tudo pelo nosso próprio esforço.
Ao olharmos para a situação atual veremos que nada mudou, pois o mundo continua selecionando aqueles que a seu ver são vitoriosos e os escribas e sacerdotes continuam a ditar os que serão salvos; mas eis que vem Jesus e novamente começa a fazer o caminho inverso e a mostrar que dentre os pequeninos é mais fácil encontrá-lo. É no meio dos pequeninos que encontramos corações abertos, desprendidos e prontos a aceitar a Boa Nova do Reino de Deus.
Guilherme de Saint-Thierry monge beneditino e depois cisterciense no Espelho da fé, 6; PL 180, 384; SC 301 nos diz: Tu, alma fiel, quando à tua fé se apresentam mistérios demasiado profundos e a tua natureza estremece, diz sem medo, não com espírito de contradição, mas com desejo de ser ilustrado: Como pode ser isto? (Lc 1,34) Converta-se a tua pergunta em oração, em amor, em piedade, em desejo humilde; não seja perscrutar o que tem de mais alto a majestade de Deus, mas procurar a salvação nos meios salutares que Deus nos oferece. Ninguém conhece o que há em Deus, a não ser o Espírito de Deus (1Cor 2,11). Corre, pois, a participar do Espírito Santo. Ele torna-se presente logo que é invocado; mais ainda, não poderia ser invocado se não estivesse já presente. E, quando é invocado, vem e traz consigo a abundância da bênção de Deus. É essa a corrente impetuosa do rio que alegra a cidade de Deus (Sl 45,5). E, quando Ele vier, se te encontrar humilde e tranquilo e cheio de respeito pelas palavras de Deus, repousará sobre ti (Lc 1,35); revelar-te-á o que Deus Pai oculta aos sábios e prudentes deste mundo. Então começará a brilhar aos teus olhos aquilo que a Sabedoria (1Cor 1,24) pôde ensinar na terra aos seus discípulos, mas que eles não puderam compreender enquanto não veio o Espírito de verdade, que lhes havia de ensinar a verdade plena (Jo 16,12-13).
Na leitura do livro do Êxodo vemos o chamado e envio de Moisés e tudo começa com a magnifica passagem da sarça ardente de onde saí a voz de Deus que diz: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa”. Nesta passagem Deus se apresenta como o Deus de Abraão, Isaac e Jacó e diz que é aquele que é. Moisés como muitos de nós nos dias de hoje tenta se esquivar alegando ser fraco ante a força do faraó assim como nós as vezes nos sentimos fracos diante das estruturas do mundo; mas eis que Deus disse a Moisés e diz a cada um de nós neste dia: “Eu estarei contigo”.
Rezemos com o Salmista: O Senhor é indulgente, é favorável; pois ele te perdoa toda culpa e cura toda a tua enfermidade. O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés e, aos filhos de Israel, seus grandes feitos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êxodo 3,1-6.9-12 
Salmo: 102/103 
Evangelho: Mateus 11,25-27

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