Ano Ímpar › 26/06/2019

Quarta – Feira 12ª Semana Comum – Ano Impar 26/06/2019


Amados irmãos e irmãs
Guardai-vos dos falsos profetas. Pelos seus frutos os conhecereis. Quando se fala em falsos profetas e charlatães logo vem a nossa mente a dificuldade em identifica-los; mas Jesus neste Evangelho coloca em nossas mãos a luz necessária para iluminar nosso caminho e fazer com que saibamos reconhecer quais são os seus verdadeiros discípulos. A receita é bastante simples, ou seja, basta que olhemos os frutos. O que vem em nome de Deus apesar de toda perseguição e sofrimento gera paz nos corações e faz fluir o amor ao passo os falsos profetas por buscarem apenas seus interesses contaminam a comunidade gerando incertezas, intrigas e divisões.
Nos dias de hoje em nossas comunidades o grande pecado ainda são as divisões e as tais lideranças que se preocupam excessivamente só com a sua pastoral ou movimento, não dando muita importância a comunhão com a paróquia como um todo. Tomem cuidado irmãos com aquelas pessoas que apesar de toda a aparência de piedade só abre a boca para falar mal dos padres, do bispo e da Igreja; pode até parecer que se trate de algum fofoqueiro mas mesmo na inocência pode existir segundas intenções em tudo isto.
Como ensinamos aqui na comunidade para pessoas que agem desta forma devemos ter misericórdia e fazer a correção fraterna e se por qualquer motivo formos atacados por este mal que não falte irmãos para nos corrigir e ter de nós misericórdia.
Hoje o que mais leva a pessoa de forma consciente tornar se falso profeta é a questão econômica. “Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios…” (2Pd 2,1-3).
Os falsos profetas pregam uma coisa, mas fazem outra; ou seja seus frutos(vida e obras) não condizem com a semente que lançou pela boca(palavra) e aparência externa.
Santa Teresa de Ávila, carmelita descalça e doutora da Igreja em sua obra O castelo interior, 5ª morada, 3, 10-11 nos ensina “ Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas.
Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade”.
Na leitura do livro do Gênesis somos levados a refletir das tantas vezes que também não acreditamos que Deus seja capaz de realizar suas promessas. Hoje o Senhor quer falar a cada um de nós como falou a Abraão e Ele esta a nos dizer: “Levanta os olhos para os céus e conta as estrelas, se és capaz… Nada temas! Eu sou o teu protetor; tua recompensa será muito grande.”

Rezemos com o Salmista: Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia


1ª. Leitura: Gênesis 15,1-12.17-18
Salmo: 104/105
Evangelho: Mateus 7,15-20)

Imprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *