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Artigos e reflexões › 15/08/2019

Perdoa as nossas ofensas…


PERDOA AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS (MT 5,12)
Todo o homem é devedor de Deus e tem o seu irmão como seu devedor. Haverá alguém que não deva nada a Deus, senão Aquele em quem não se pode encontrar pecado? E quem é o homem que não tem um irmão como seu devedor, senão aquele a quem ninguém ofendeu? Parece-te possível que haja um único homem a quem não se possa contabilizar qualquer falta para com um irmão? Portanto, todo o homem é devedor de alguém e tem os seus devedores. Por isso Deus, que é justo, deu-te uma regra para seguires com o teu devedor, e Ele próprio aplicará esta regra para com o seu. Existem, com efeito, duas obras de misericórdia que nos podem libertar; o próprio Senhor as formulou de uma forma breve no seu Evangelho: Perdoai e ser-vos-á perdoado, dai e dar-se-vos-á (Lc 6,37ss). A primeira tem a ver com o perdão, a segunda com a caridade. Tu desejas obter o perdão dos teus pecados e também tens pecados a perdoar a alguém. O mesmo se passa com a caridade: o mendigo pede-te esmola e tu és o mendigo de Deus, porque todos somos, quando pedimos, mendigos de Deus. Todos nos prostramos diante da porta do nosso Pai, da sua enorme riqueza. E suplicamos-lhe gemendo, desejosos de receber dele alguma coisa: ora essa coisa é o próprio Deus. Que te pede o mendigo? Pão. E tu, que pedes a Deus? Nada menos que o próprio Cristo, que disse: Eu sou o pão vivo que desceu do Céu (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? Perdoai e sereis perdoados. Quereis receber? Dai e dar-se-vos-á. Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja no 1º. Sermão.

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