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Artigos e reflexões › 13/01/2015

O Dom da cura

Pcurarimeiro é necessário entendermos que cura é um processo; no entanto podemos testemunhar curas que são instantâneas e estas também podem ser chamadas de milagres. A doença é um mal que ataca tanto o corpo, quanto o espírito e a alma. As doenças do espírito são os nossos pecados (relacionamento com Deus). As doenças da alma são as feridas sentimentais (raiva, medo, preocupação, desequilíbrio psíquico) e as doenças físicas são as provocadas pelo desequilíbrio do corpo (infecções, intoxicações, acidentes). A maioria das doenças físicas são provocadas por desequilíbrios emocionais e por isto as vezes a cura interior é que vai levar à cura física. Como exemplo podemos citar gastrite, dores de cabeça,Hipertensão,câimbras , etc. Às vezes testemunhamos muito mais curas do psicológico do que do físico porque o físico é visível e não há como sugestionar,logo a possibilidade de embuste é menor. Temos sempre que estar em comunhão com a Igreja e não podemos sair da doutrina. Se crermos que verdadeiramente nossa Igreja é dirigida pelo Espírito Santo e o Espírito não se contradiz não podemos ir contra o Magistério da Igreja. A tradição tanto do rito romano quanto oriental prevê a Cura não só pelo poder da intercessão, mas também como carisma próprio. Lembramos que as curas ocorridas junto às relíquias, santuários e locais de aparições não estão associadas a um detentor do carisma. As orações litúrgicas para cura são as previstas no rito; de um modo especial a o sacramento da unção dos enfermos, também excetuam da presença de alguém que tenha o dom específico. A oração pela cura de alguém é muito comum desde a Igreja primitiva e às vezes se quer o doente está presente. Pode ser uma missa, um terço, etc., também não requer a presença de alguém que tenha o dom. Quanto à oração de cura onde aparece à figura de alguém que tenha o dom, geralmente a reunião é feita para o fim específico. A instrução geral de Roma sobre este tipo de oração não é no sentido de proibi-la, mas de evitar abusos e porque não dizer inclusive a ação do maligno. Esta instrução cita claramente o histerismo, a artificialidade, a teatralidade e o sensacionalismo. Cito aqui uma das maiores autoridades no assunto que é o Padre Rufus que durante uma oração percebeu que uma pessoa gritava para mais chamando a atenção de todos; ele não deu a mínima se limitando a dizer que ela queria aparecer, no mesmo instante a pessoa se calou. Outro grande nome é o do diácono-médico Philippe Madre que nos ensina que qualquer pessoa pode pedir e receber a cura de Deus. Não é a medicina que diz que Deus cura, mas a Igreja. O médico ainda prossegue dizendo que não existe método ou técnica, pois a oração de cura não é magia. Não existe fórmula pronta, aliás, cuidado com as fórmulas prontas. Toda pessoa que ora pela cura de alguém é tentada por satanás a querer que algo aconteça para mostrar poder, unção etc. A escassez de curas está diretamente ligada à falta de fé do nosso povo e não somente unção de quem ora. Não consta na bíblia que os intercessores fossem somente pessoas piedosas; às vezes nem mesmo eram cristãos (servo do centurião). Outro detalhe importantíssimo é o tomar posse da cura assim como tomamos posse do perdão de Deus, é preciso ter certeza e plantá-la no coração. O grande segredo é saber: Deus cura o que quer; como quer e quando quer. Como ele quer e não do jeito que eu quero. Deus cura a hora que ele quer. Cuidado com quem anda marcando hora para Jesus curar.

Diácono Francisco – Fundador

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