Formação › 24/08/2019

NATANAEL-BARTOLOMEU RECONHECE O MESSIAS, FILHO DE DEUS.

O evangelista João refere-nos que, quando Jesus vê Natanael aproximar-se, exclama: Aí vem um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento (Jo 1,47). Trata-se de um elogio que recorda o texto de um Salmo: Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade e em cujo espírito não há engano (Sl 32,2), mas que suscita a curiosidade de Natanael, o qual responde com admiração: Donde me conheces? (Jo 1,48). A resposta de Jesus não é imediatamente compreensível. Ele diz: Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira! (Jo 1,48). Não sabemos o que aconteceu debaixo desta figueira, mas é evidente que se trata de um momento decisivo na vida de Natanael. Ele sente-se comovido com estas palavras de Jesus, sente-se compreendido e compreende: este homem sabe tudo de mim, Ele sabe e conhece o caminho da vida, a este homem posso realmente confiar-me. E assim responde com uma confissão de fé límpida e bela, dizendo: Rabi, Tu és o filho de Deus, Tu és o Rei de Israel! (Jo 1,49). Nela é dado um primeiro e importante passo no percurso de adesão a Jesus. As palavras de Natanael sublinham um aspecto duplo e complementar da identidade de Jesus: Ele é reconhecido, quer na sua relação especial com Deus Pai, do qual é Filho Unigênito, quer na relação com o povo de Israel, do qual é proclamado rei, qualificação própria do Messias esperado. Nunca devemos perder de vista nenhuma destas duas componentes; porque, se proclamarmos apenas a dimensão celeste de Jesus, corremos o risco de transformá-lo num ser sublime e evanescente, e se, ao contrário, reconhecermos apenas a sua situação concreta na história, acabamos por negligenciar a dimensão divina que propriamente o qualifica. Bento XVI, papa de 2005 a 2013 na Audiência geral de 04/10/2006

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