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Artigos e reflexões › 09/06/2019

Muito Prazer Espírito Santo!!

MUITO PRAZER ESPÍRITO SANTO!
Ao longo de toda história do povo de Deus o Espírito Santo nem sempre ocupou o devido lugar. Vejam por exemplo que no Antigo Testamento se destaca e muito a ação de Deus Pai, ou seja, a primeira pessoa da Trindade ao passo que no Novo Testamento o destaque gira em torno da ação de Jesus que é a segunda pessoa da Trindade. Na Igreja Primitiva embora tivéssemos belíssimas catequeses sobre o Espirito Santo, isto não fez com que o tratamento das pessoas da Trindade fosse equiparado e com certeza este desconhecimento fez com que muitas heresias começassem a surgir em torno do Espírito.
Ainda hoje diríamos que apesar do pentecostalismo que destaca muito o papel da Terceira pessoa da Trindade, muito pouco se fala do espírito Santo.
Também não poderíamos deixar de falar da beata Elena Guerra (1835-1911) que publicou dezenas de pequenos livretos e foi diretamente ao Papa Leão XIII, afim de que a Igreja a redescobrisse a ação e o operar do Espírito Santo de Deus. Ela também pedia que fosse rezado diariamente o Rosário do Espírito Santo. Depois de suas cartas, o Papa Leão XIII escreveu três artigos sobre o Espírito Santo: a Carta Apostólica Provvida Matris Charitate; a Encíclica Divinum Illud Munus e a Carta aos Bispos Ad fovendum in Cristiano populo. Helena foi beatificada pelo papa Pio XII que a chamou de apóstola do Espírito Santo.
Bem sabemos que esta questão tão antiga tem seu ápice no cisma do Oriente; pois a questão da procedência do Espírito (Filioque) estava entre as três causas que fizeram separar a Igreja em Romana e Oriental; lembrando que as outras duas são a questão do primado entre Pedro X André e a crise iconoclasta.
Nesta história toda não há como deixar de falar dos três grandes padres capadócios, que formam monges e depois bispos: São Basílio Magno, São Gregório de Nazianzo e São Gregório de Nissa. Em um sermão datado do ano 380, São Gregório de Nazianzo comenta os diversos pontos de vista que eram sustentados na época acerca do Espírito Santo. Alguns consideram o Espírito Santo como uma força, outros uma criatura, outros Deus; outros ainda desculpam-se alegando que a Sagrada Escritura não é clara a respeito e não tomam posição. Dentre aqueles que reconhecem a divindade do Espírito Santo, alguns têm esta afirmação apenas como uma opinião pessoal, outros a proclamam abertamente, enquanto que outros, finalmente, afirmam que as três Pessoas possuem a divindade em graus diferentes. Dos que negavam a divindade do Espírito Santo, sabemos de outras fontes que alguns afirmavam que “não chamariam o Espírito Santo de Deus, mas também não presumiriam chamá-lo de criatura”; outros afirmavam que o Espírito Santo ocuparia “uma posição intermediária, nem sendo Deus, nem sendo uma das outras criaturas”. A contribuição destes três grandes nomes acresce o de Atanásio em uma época em que o arianismo grassava por todo o império tal qual erva daninha. Além da contribuição na questão do Espírito Santo n junta se os escritos sobre a Trindade.
No ano 381, o imperador Teodósio I reuniu em Constantinopla 185 bispos do Oriente e do Ocidente: 150 defendiam a divindade do Espírito Santo e 36 possuíam reservas dizendo: o Espírito Santo não é Deus. Ao final o concílio decretou que o Espírito Santo “cum Patre et Filio adoratur et conglorificatur” (recebe uma mesma adoração e glória com o Pai e o Filho) e, portanto, é Deus que procede do Pai e do Filho. Assim sendo foi adotado para toda a Igreja o Credo Niceno-Constantinopolitano, o mesmo que hoje rezamos há 1.400 anos. Vale aqui lembrar que o Espírito Santo não passou a existir a partir deste concílio; pois bem sabemos que Do livro do Gênesis já fala da existência eterna do Espírito que “pairava sobre as águas”.
A ação do Espírito Santo pode ser notada em toda história do povo da antiga aliança assim como na nova aliança onde aparece mais claramente senão vejamos: Sem o Espírito Santo o patriarca Abraão não abraçaria tão grande missão e nem seria chamado de nosso pai na fé; sem o Espírito Santo de onde viria a força Sansão, a astúcia Judite, a visão de acontecimentos futuros em Isaias; a unção de Davi. Sem o Espírito Santo Maria não teria aceitado ser Mãe de Deus; sem o Espírito Santo Jesus não teria sido conduzido ao deserto; os apóstolos não teriam ousadia e força para pregar o evangelho, testemunhando a fé com sangue. Sem o Espírito Santo não teríamos mártires, nem virgens consagradas a Cristo e muito menos homens que deixam tudo para se configurar com Cristo, Cabeça e Pastor. Por fim sem o Espírito Santo não teríamos leigos comprometidos com a Igreja e a evangelização. É o Espírito Santo que dirige a Igreja através de tantos séculos.

Diácono Irmão Francisco

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