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Artigos e reflexões › 07/06/2019

APASCENTA AS MINHAS OVELHAS

APASCENTA AS MINHAS OVELHAS
O Senhor pergunta a Pedro se ele O ama, coisa que já sabia; e não lho pergunta uma vez, mas duas e mesmo três. E de cada vez Pedro responde que O ama; e de cada vez Jesus confia-lhe o cuidado de apascentar as suas ovelhas. À sua tripla negação, Pedro responde aqui com uma tripla afirmação de amor. É preciso que a sua língua esteja ao serviço do seu amor, tal como esteve ao serviço do seu medo; que a sua palavra dê um testemunho tão claro diante da vida como o deu diante da morte; que ele dê uma prova de amor cuidando do rebanho do Senhor, tal como deu uma prova de temor renegando o Pastor. Torna-se evidente que aqueles que cuidam das ovelhas de Cristo com a intenção de fazer delas ovelhas suas mais do que de Cristo, têm por elas um afeto maior do que o que experimentam por Cristo. O que os move é o desejo de glória, de poder e de proveito, e não o amoroso desejo de obedecer, de socorrer e de agradar a Deus. Esta palavra três vezes repetida por Cristo condena aqueles que fazem gemer o apóstolo Paulo quando os vê procurar mais os seus interesses que os de Jesus Cristo (Fil 2,21). Com efeito, que significam estas palavras: Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas? É como se Ele dissesse: Se Me amas, não cuides de ti mesmo, mas das minhas ovelhas; não as olhes como tuas, mas como minhas; nelas procura a minha glória e não a tua, o meu poder e não o teu, os meus interesses e não os teus. Não nos preocupemos, pois, conosco mesmos; amemos o Senhor e, cuidando das suas ovelhas, procuremos o interesse do Senhor sem nos inquietarmos com o nosso. Santo Agostinho , bispo e doutor da Igreja nos Sermões sobre São João, 122, 2-4; 123, 5

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