Artigos e reflexões › 10/08/2019

A ALEGRIA DE SERVIR


Agradecemos primeiro a Deus por tão grande graça; pois se a Sagrada Escritura diz: Irmãos é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria…; e aí nos vemos diante da Igreja com todas as nossas fraquezas; mas com uma coragem que não é nossa a dizer SIM a tão significativo chamado. O ministério diaconal, nos primeiros séculos, assume particularmente a dimensão da caridade. Em seguida, vem a liturgia e a Palavra. Nas primeiras comunidades cristãs, percebe-se a consciência de que a diaconia é a expressão concreta do amor. A diaconia é vivida como consequência do seguimento de Jesus, na humildade, na pobreza, na obediência, na disponibilidade, na entrega até o martírio, no compartilhar bens, dores, alegrias, aspirações. Não nos assustemos com a palavra martírio, afinal nunca devemos esquecer de que nosso patrono foi queimado vivo. Santo Inácio de Antioquia dizia: É necessário, pois, que também os Diáconos, que são ministros dos mistérios de Jesus Cristo, agradem a todos, por todos os modos. Eles, efetivamente, não são apenas diáconos dos alimentos e das bebidas, mas ministros da Igreja de Deus. “E não nos cansemos de fazer o bem…” escreveu o apóstolo Paulo. Pouco importa a ingratidão ou a ausência de reconhecimento; afinal de contas:
O vento refresca e o diácono serve.
A água dessedenta e o diácono serve.
O sol esquenta e o diácono serve.
O mundo gira e o diácono serve e continuará sempre a servir!
“Façamos o bem a todos”. Assim como o Pai celestial faz nascer seu sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos, o diácono não deve discriminar ao fazer o bem. O que qualifica alguém para receber uma boa ação é apenas uma coisa: a necessidade! Como diz nosso patrono São Lourenço: A Igreja nos confia o seu mais precioso tesouro: os pobres! Também nós somos pobres, pobres em nossas forças, nossos talentos, nossas capacidades, tudo que somos e temos parece tão pouco e pequeno diante da missão que nos aguarda; mas somos pobres para melhor servir os pobres, não somos os grandes ou os privilegiados servindo os pobres e desvalidos, somos irmãos servindo irmãos. DIÁCONO IRMÃO FRANCISCO

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