Highslide for Wordpress Plugin
Ano A › 19/02/2017

7º. Domingo do Tempo Comum

19 xamai-os-iAmados irmãos e irmãs

“Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem”. Três pensamentos do Evangelho de hoje que nos faz refletir e muito sobre como anda nosso proceder: Amar – fazer o bem e orar.

Em que consiste amar o inimigo? Amar o inimigo é ver nele algum valor, é me aproximar dele; respeitá-lo; é não sentir inveja de sua vitória e nem se alegrar com suas derrotas; ser capaz de lhe estender a mão e estar pronto a reatar a amizade rompida.

A lei é o amor! Quem ama não consegue enxergar defeitos no amado. O amor cobre uma multidão de pecados. O amor nos impele de maneira inexplicável na direção daquele que às vezes até nos prejudicou. O amor não se incomoda com criticas de que está sendo passado para traz, de que está fazendo papel de bobo, etc.

Rezar pelos inimigos não significa que Deus vá mudá-lo, mas principalmente que eu vou mudar para aprender a aceitar as limitações do outro.

O que é o amor… e ainda mais o que é o amor de Deus? Aqui sim está o “X” da questão, pois Deus nos fala do seu amor e nós entendemos o nosso humano amor.

Deus não tem por nós uma simples amizade, e não foi por causa desta amizade que Ele deu sua vida por nós, mas por amor, não um amor que exige que sejamos bons ou que tenhamos virtudes, aliás, Deus não teria nenhum motivo para nos amar. Mas trata-se de um amor que simplesmente nos ama. Deus é AMOR e fez de cada homem e cada mulher o objeto desse amor. Deus nos criou porque nos ama, e nos ama porque nos criou.

Ser perfeito como Deus significa que para amar nossos inimigos temos que ter este amor ágape; um amor que ama pelo simples prazer de amar; pelo simples prazer de ver o amado feliz. Não tem como obrigar alguém a amar; o amor é espontâneo, não dá para fingir que ama.

Somos convidados a suportar a perseguição, aceitar o mal e mesmo assim permanecer fazendo o bem. Lembro aqui de um poema da beata Teresa de Calcutá diz: MESMO ASSIM. As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as MESMO ASSIM. Se você tem sucesso em suas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso MESMO ASSIM. O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem MESMO ASSIM. A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto MESMO ASSIM. Aquilo que você levou anos para construir pode ser destruído de um dia para o outro. Construa MESMO ASSIM. Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os MESMO ASSIM. Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.

O Pai não faz distinção de pessoas boas e más e assim sendo nós discípulos, também não devemos fazer distinção, mas amar a todos sem exceção. Lembre-se que Deus não faz o sol nascer somente para os cristãos, mas ele nasce e brilha para todos sem exceção.

Na primeira leitura do livro do Levítico vemos que Deus santo elegeu Israel, chamou-o, fez aliança com Ele e o separou. Israel deve participar da santidade de Deus. É um povo cuja vocação consiste na comunhão com o Deus santo. Porque é que o convite à santidade soa estranho hoje? Porque a mentalidade atual vê os santos como extraterrestres, estranhos que não se misturam com os outros seus irmãos e que passam ao lado dos prazeres da vida, ocupados em conquistar o céu a golpes de renúncia e sacrifício. A santidade não é uma anormalidade. É o estado normal de quem se identifica com Cristo, assume a sua filiação divina e pretende caminhar ao encontro da vida plena, do Homem Novo. A santidade é algo que está no meu horizonte diário e que eu procuro construir, minuto a minuto, sem dramas nem exaltações, com simplicidade e naturalidade, na fidelidade aos meus compromissos!

O Papa Francisco disse que santo não é aquele não se suja, mas sim aquele que se lava!

Na segunda leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios Paulo exorta os coríntios a deixarem, definitivamente, a “sabedoria do mundo” e a pautarem a sua existência pela “sabedoria de Deus”; pois o que parece ser loucura aos olhos do mundo; é “loucura” que reside o segredo da vida em plenitude. A última frase do texto é muito rica: “tudo é vosso; mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus”. Nós cristãos somos Templo de Deus, onde reside o Espírito. Animados pelo Espírito temos que ser sinal vivo de Deus e testemunhas da salvação.

Uma pergunta não quer calar: Com a nossa família, no nosso trabalho, no lazer com os amigos, somos o rosto acolhedor e alegre de Deus, o coração bondoso e terno de Deus?

E a nossa comunidade paroquial tem sido fraterna, solidária, com gestos concretos de amor, de partilha, de doação, de serviço, ou é uma comunidade fragmentada, dividida, cheia de contradições, onde cada um busca seus interesses pessoais?

Rezemos com o Salmista: O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Levítico 19,1-2.17-18

Salmo: 102/103

2ª. Leitura: 1 Coríntios 3,16-23

Evangelho: Mateus 5,38-48

Imprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *