Ano A › 22/01/2017

3º. Domingo do Tempo Comum

16114942_1196882107063679_2762799190746688393_nAmados irmãos e irmãs
“Este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte”.
Hoje vemos a escolha dos dois primeiros apóstolos que foram Pedro e André; logo depois Ele chama os filhos de Zebedeu Tiago e João.
Vemos que os primeiros seguidores de Jesus eram homens simples, pescadores considerados impuros diante do sistema e isto nos mostra que a Igreja de Jesus na sua missão de anunciar o Reino não deve se aliar aos poderosos ou se render às estruturas econômicas, mas sim buscar nos simples e humildes que são os preferidos do Mestre.
Neste chamado nós também vemos que não consta que nada de extraordinário ou estrondoso tenha acontecido; logo você que está na dúvida se segue ou não Jesus (e olha que existem muitos esperando sinais miraculosos para dar seu sim); você que vacila demais saiba que na maioria das vezes Jesus age de maneira simples e sem alarde; poderíamos dizer que como que no silêncio do anonimato.
A expectativa de ser convocado para uma seleção de futebol ou para outro esporte em uma olimpíada é vivida intensamente por todos os envolvidos; mas no caso da convocação que Jesus faz ela não existe; pois Jesus não convoca os meios de comunicação e nem avisa que vai fazer convocação. Ele simplesmente chega, olha nos olhos e chama!
Vejam que Jesus não usou critérios humanos para fazer a escolha, pois se assim o fosse teria escolhido os letrados e de posses. O que vai nos ajudar na nossa comunidade a não se deixar levar por critérios humanos em nossas escolhas é a vida de oração. Quantas e quantas vezes não somos tentados a dar um “carguinho” para alguém só porque tem dinheiro ou exerce influência da qual julgamos ser necessário para a Igreja; o que é uma grande ilusão.
Santo Irineu de Lyon nos ensina que o Pai nos chamou não porque precisasse de nosso serviço, mas porque queria que estivéssemos junto a Luz; e ao estar na luz nós nada acrescentamos a Ela; a nossa presença não vai fazer Deus brilhar mais, muito pelo contrário é ela que nos ilumina.
Muitas luzes brilhavam em Jerusalém como a pompa e o poder do Império, a suntuosidade do templo, a sabedoria dos Doutores da Lei, a pureza dos Fariseus! Muitas luzes brilham hoje como a dos astros e estrelas do cinema e TV, dos shoppings, das mídias sociais, etc. Estas luzes do mundo nos impedem de ver a autêntica e única luz.
Jesus é a Luz do mundo, a única e verdadeira referência para toda a humanidade, não segui-lo, e dar ouvidos as propostas de vida que o mundo de hoje oferece, é arriscar-se a perambular nas trevas, e depois permanecer nelas para sempre. A Luz de Cristo está no coração dos que crêem, e não nas estruturas ou instituições, mesmo as religiosas, passíveis do erro das divisões e das intrigas, como a Comunidade de Coríntios.
Hoje somos convidados a seguir Jesus e seguir não significa percorrer o mesmo caminho físico mas sim realizar seus gestos, significa servir, dar a vida pelo bem dos outros, assumir todas as responsabilidades que Cristo deixou, enfim ser luz que ilumina as nações e dissipa as trevas!
Na primeira leitura do livro do profeta Isaías vemos que o povo que andava nas trevas viu uma grande luz e que luz é esta? A expressão “ver a luz”, “vir à luz” significa nascer; “ver a luz do sol” é sinônimo de viver. Ao contrário, quando um homem morre, diz-se que “apagou”, que “fechou os olhos à luz”. A Bíblia usa esta palavra como símbolo da salvação. O salmista estreita a relação da luz com a salvação ao cantar: “O Senhor é minha luz e minha salvação. Deus é luz e nele não há trevas”
Na segunda leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios o apóstolo adverte aquela comunidade para que não haja entre eles divisões. A vaidade parece ter tomado conta dos líderes daquela época, aliás, fenômeno que se repete nos dias de hoje onde até parece que Cristo dividido. Infelizmente os pastores travam disputas por espaço e fama enquanto as ovelhas caem nas mãos de lobos vorazes.
Rezemos com o Salmista: Ao Senhor eu peço apenas uma coisa e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor, tem coragem, espera no Senhor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 8,23-9,3
Salmo: 26/27
2ª. Leitura: 1 Coríntios 1,10-13.17
Evangelho: Mateus 4,12-23 ou 12-17

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