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Ano C › 07/07/2019

14º Domingo Comum – Ano C – 07/07/2019


Amados irmãos
Eu, você, nós somos os setenta e dois enviados como cordeiros para o meio de lobos.
Jesus tinha um grupo restrito de três pessoas de sua total confiança que eram Pedro Tiago e João. Tinha um grupo maior ao qual chamava de apóstolos e eram doze que ficavam direto com Ele. Além destes vemos hoje que Jesus enviou outros setenta e dois e pela narrativa eles vão dois a dois, mas sem a presença física de Jesus. Setenta ou setenta e dois diz respeito à universalidade da missão da Igreja.
Quando voltaram estes discípulos estavam eufóricos com o que tinha acontecido e Jesus lhes repreende dizendo: não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu.
Aqui aprendemos uma grande lição, ou seja, ninguém se torna evangelizador se não for discípulo de Jesus e ninguém se auto envia; é preciso que Jesus envie e hoje Ele envia através da Igreja.
Antigamente se entendia missão como ir para terras distantes ou no meio dos índios. Hoje o Documento de Aparecida quer nos ensinar e motivar a sair da Igreja para ir até às pessoas, resgatando em primeiro lugar os católicos que abandonaram a fé.
Ser missionário requer paciência e perseverança; pois não estaremos livres das dificuldades, rejeições e forças contrárias. O ambiente que nos espera é hostil e o discípulo missionário tem que estar preparado. Mas não se paga o mal com o mal, por isso o discípulo é portador da paz. Na rejeição, sacudir o pó da sandália, isto é, não se deixar abater pelo fracasso e seguir em frente.
Comer e beber do que tiverem: é preciso viver cada dia, sem se preocupar com o amanhã.
Existe o perigo do entusiasmo inicial comprometer toda a missão; por isto é preciso se prevenir contra a tentação do sucesso.
Para nos livrarmos da tentação do sucesso, para ter forças contra os ventos contrários sem desanimar precisamos nos alimentar daquele que nos enviou e que se oferece como alimento embaixo das espécies de pão e no vinho.
Na primeira leitura da profecia de Isaías o Senhor nos garante que quando os corações se transformarem a paz irá correr como um rio para dentro de nossas comunidades e assim todo o mal será erradicado.
Na carta aos gálatas o apóstolo Paulo vai dar um belíssimo testemunho ao dizer que por ele, o mundo está crucificado, como ele também está crucificado para o mundo. Diante disto não há nada mais que importe; pois somos convidados a trazer em nossos corpos as marcas de Cristo e que marcas são estas senão o amor e a misericórdia que jorram abundantemente do lado aberto de Cristo.

Rezemos com o Salmista: Toda terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome! Exultemos de alegria no Senhor! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar; vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Is 66, 10-14c
Salmo: 66/65
2ª. Leitura: Gl 6,14-18
Evangelho: Lc 10,1-12.17-20

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