Ano C › 11/06/2016

11º. Domingo Comum

13412212_1004833616268530_1474440674984958099_oAmados irmãos e irmãs

Quanto maior for à ofensa, maior terá que ser o amor para perdoar! Na comunidade sempre citamos este exemplo para ilustrar o tamanho do amor de Deus por nós.

Imaginem um esposo que mente para esposa que esta fazendo hora extra, mas na verdade está no boteco. Ele mentiu e necessita de perdão; agora imaginem a mesma situação só que ao invés de estar no boteco o marido está com uma amante no motel. Óbvio que no primeiro caso fica mais fácil perdoar; ao passo que no segundo caso precisa muito amor, pois caso contrário não haverá perdão.

Esta mulher do Evangelho tem má fama, conhecida como pecadora e é anônima, excluída da comunidade; pois é impura e representa perigo, mas ela conhece Jesus e descobre o amor, apesar dos seus pecados. É a experiência do amor que a leva a reconhecer-se pecadora, e ela não sente remorso, mas sim alegria e pro isto lava, unge e beija incessantemente os pés daquele que a considerou.

Que o formalismo e a observância de regras humanas não mate em nós a alegria desse amor grandioso! Estamos em uma sociedade não muito diferente da sociedade da época de Jesus; ou seja, uma sociedade cheia de preconceitos. Jesus não se deixava levar por eles, nada que Jesus falava ou fazia dependia da opinião alheia.

Na atualidade o antropocentrismo (homem no centro), faz com que o homem arrogante decrete a morte de Deus e o fim do pecado, como se Deus atrapalhasse os planos de ser feliz, da humanidade. A arrogância não nos permite reconhecer falhas e imperfeições, assim é que o fariseu não reconhecia seus pecados, mas apontava a imensidão de pecados daquela mulher anônima que ali se colocava diante de Jesus não com arrogância, mas com um coração humilde e aberto ao perdão.

Os fariseus de ontem são os mesmos de hoje e estão representados por aqueles que se julgam mais santos que os outros. Nossas comunidades estão abarrotadas de pessoas que parecem ter engolido um bambu, que são incapazes de curvar a cabeça e deixar que a humildade tome o lugar da arrogância que lhes é peculiar.

Peço a Deus que não sejamos contaminados por esta atual sociedade hipócrita que despreza o pobre, o doente, o usuário de entorpecente, o homossexual, a prostituta, etc. É uma sociedade que decretou a morte de Deus e o fim do pecado, como se Deus atrapalhasse os planos de felicidade do ser humano. Precisamos admitir que esta sociedade esta doente e que precisa ser curada pela misericórdia divina.

Temos que ser a Igreja da contradição, a sociedade é tão hipócrita que defende o aborto, o uso de entorpecente e a homossexualidade desregrada ao passo que é a Igreja que acolhe a mulher abalada psicologicamente pelo aborto, o usuário que está a beira da morte ou o homossexual doente para os quais somente a Igreja abre as portas porque nesta hora os defensores de tais coisas desaparecem.

Nós da Comunidade Missionária Divina Misericórdia trabalhamos com “os mais pobres dos pobres” (Madre Teresa usava esta expressão) e em especial os doentes que gemem de dor pelas calçadas da vida e que mendigam não o pão, mas o remédio para aliviar a dor e aí não possui CPF, cartão de SUS e o tratamento não tem prosseguimento; mas nós vamos brigando com tudo e com todos visando abraçar, beijar e amar estes irmãos porque para nós; hoje eles são esta mulher pecadora que ninguém aceita e ninguém quer por perto.

Isto não significa que Jesus não condenasse o modo de viver do fariseu, ou que aprovasse a vida pecaminosa da mulher, Ele apenas quis mostrar que amava os dois e que seus pecados eram pesados fardos que os oprimia e lhes tirava a alegria de viver.

No segundo livro de Samuel vemos que Deus vem e cobre os seus de todos os bens conforme fizera a Davi e este volta as costas e despreza o Senhor. Por vezes agimos como Davi e esquecemos o que o Senhor fez para nós. Aos olhos de um Pai amante a gravidade do filho pecador diminui e porque nos ama Ele nos perdoa assim como perdoou a Davi.

Na carta de Paulo aos Gálatas ele nos mostra que a prática da lei não irá nos justificar diante de Deus. Somente pela fé em Jesus Cristo é que seremos justificados; pois Cristo não morreu em vão e eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.

Rezemos com o Salmista: Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2Sm 12,7-10.13
Salmo: 31
2ª. Leitura: Gálatas 2,16. 19-21
Evangelho: Lucas 7,36-8,3

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