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Ano Par › 02/01/2018

Terça Feira antes da Epifania

25289480_1524635920954961_1725554380453549652_nAmados irmãos e irmãs
“Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado”.
Como vemos a missão de João Batista tem sentido enquanto referida ao Cristo, Cordeiro de Deus, presente no meio do seu povo.
Ele diz claramente que não é o Messias; assim também responde com todas as letras não ser Elias. Ele é o precursor, a “voz” a quem é atribuída a profecia de Isaías: “uma voz proclama: no deserto, abri um caminho para o Senhor…” (Is 40,3; Jo 1,23).
O realismo de João não o impedia de realizar seu ministério com simplicidade. Ele não era um concorrente do Messias. Foi a humildade de João que fez dele um grande homem, pois a verdadeira grandeza consiste em reconhecer a própria indignidade diante do Pai e colocar-se a serviço dele.
João Batista nos ensina que a fé deve ser transformada em anúncio, o fiel deve se tornar em anunciador da Boa Nova. Assim sendo como João o cristão não deve falar de si mesmo, nem contar seus méritos nem suas façanhas. A voz desaparece, mas a mensagem fica. É preciso sempre lembrar de que somos apenas mensageiros e se a embalagem não é mais importante que o produto; o mensageiro não é mais importante que a mensagem. Podemos desaparecer, mas a marca de amor que testemunhamos e transmitimos deve ficar para sempre entre as pessoas.
Santo Agostinho comenta: “João era voz, mas o Senhor é a Palavra que no principio já existia. João era uma voz provisional; Cristo, do principio, é a Palavra eterna. Ao tirar a palavra, o que será a voz? Se não houver conceito, tudo será nada mais do que ruído vazio. A voz sem palavra chega ao ouvido, mas não edifica o coração. João é a voz que grita no deserto, a voz que rompe o silêncio…”.
O beato Guerric de Igny, abade cisterciense no V Sermão do Advento; SC 166 nos ensina: Irmãos, ainda que vos encontreis muito avançados neste caminho, é sem limites a bondade para onde dirigimos os nossos passos. Por isso diz todos os dias o viandante que seja sábio: comecei agora (Sl 76,11 LXX). Mas são muitos aqueles que andam errantes pelo deserto e pela solidão (Sl 106,4) e daí nenhum deles poder dizer comecei agora.
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Sl 110,10) e, se é esse o princípio da sabedoria, também é o início do bom caminho. É ele que provoca a confissão dos pecados, que leva o orgulhoso ao arrependimento e lhe permite escutar a voz daquele que prega no deserto, que manda preparar o caminho e mostra por onde começar: Penitenciai-vos, porque está próximo o Reino do Céu (Mt 3,2; cf 4,17.
Se já te encontras neste caminho, não percas o norte, uma vez que isso seria uma ofensa para o Senhor que aí te conduziu, e que assim te deixaria andar errante pelos caminhos do teu coração. E, se o teu caminho te parecer apertado (Mt 7,14), não percas de vista o fim ao qual ele te conduz. Se fores capaz de ver esse fim de toda a perfeição, sem demora dirás: Como as tuas ordens são generosas! (Sl 118,96). E se mesmo assim não conseguires vislumbrá-lo, toma sentido no que diz Isaías: Hão de seguir por este caminho de eleição (Is 57,17) aqueles que o Senhor libertar, e hão de chegar a Jerusalém com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar lhes o rosto, o júbilo e o contentamento por companheiros e já sem qualquer tristeza nem aflição no coração (Is 35,9-10). Todo aquele que pensar no seu fim, não só achará o caminho espaçoso, mas também tomará asas, de tal modo que já não há de caminhar, mas voar. Então há de conduzir-vos e acompanhar-vos Aquele que é o caminho de quem corre e a recompensa de quem chega ao fim: o Senhor, Jesus Cristo (Jo 14,6).
Na leitura da primeira carta de são João nos é ensinado que é necessário permanecer em Cristo para que não sejamos confundidos; pois permanecendo n’Ele não incorremos em mentira uma vez que o mentiroso é o aquele que nega que Jesus é o Cristo, Ele é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. Negar a união do divino e do humano em Jesus significa ser “anticristo” porque o humano em Jesus é o reflexo perfeito do divino, é o reflexo do Pai: “Aquele que me viu, viu o Pai” (cf. Jo 14,9). E em outra ocasião Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30).
Rezemos com o Salmista: O Senhor fez conhecer a salvação e às nações, sua justiça. Recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 João 2,22-28
Salmo: 97/98
Evangelho: João 1,19-28

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