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Ano Par › 10/05/2016

Terça Feira – 7ª Semana da Páscoa

Amados irmãos e irmãs

“Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.

l 10-05

Esta passagem do Evangelho é conhecida como oração sacerdotal e são palavras que Jesus dirige ao Pai na hora de sua despedida e seu último encontro com os discípulos. É como que um Testamento espiritual de Jesus em forma de oração.

É o momento da glorificação que acontecerá através da paixão, morte e ressurreição. Chegando ao final de sua missão, Jesus faz uma revisão onde expressa o sentimento mais íntimo do seu coração e a descoberta profunda de sua alma: a presença do Pai em sua vida.

Como cristãos imitadores de Cristo, devemos privilegiar todas as suas atitudes pondo-as em prática em nossa vida. Entretanto, como o próprio Jesus disse repetidas vezes que a fé é a nossa identidade cristã, devemos privilegiar aquelas atitudes de Cristo nas quais Ele nos alertou para a necessidade da fé. “Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado”. Ele não disse quem não for batizado será condenado, mas sim, quem não crer… Também disse: “Não tenhas medo. Apenas acredite”. A fé é coisa imprescindível para a nossa salvação.

A nossa fé é como uma planta que precisa ser regada, alimentada. E os alimentos da nossa fé, são: a palavra, a Eucaristia, caridade e muita oração. Sem esses quatro alimentos nossa fé vai se esvaziando, enfraquecendo até morrer. O grande conforto e a maior esperança é que Jesus disse nesta oração sacerdotal: Eles continuam no mundo, mas não são do mundo. Somos cidadãos do céu e é para lá que todos iremos para nele fazer nossa morada eterna.

São Cirilo de Alexandria bispo e doutor da Igreja no comentário sobre o Evangelho de S. João, 4,2 nos ensina: “ Eu morro por todos, diz o Senhor, para que todos tenham a vida por meu intermédio; Eu morro para resgatar a carne de todos pela minha Carne. A morte morrerá na minha morte e, juntamente comigo, ressuscitará a natureza humana do letargo em que caíra. Com esse fim me tornei semelhante a vós, um homem autêntico da descendência de Abraão, para ser em tudo semelhante aos meus irmãos (cf Hb 2,17)”.

Ora, o poder daquele que tinha o império da morte e, por conseguinte, a mesma morte, nunca poderia ser aniquilada se Cristo não se tivesse oferecido a si mesmo por nós: foi imolado um só em redenção por todos, porque sobre todos reinava a morte. Cristo, oferecendo-se por nós a Deus Pai como sacrifício imaculado, afirma num Salmo: Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas preparaste-me um corpo. Não me pediste holocaustos nem sacrifícios pelos pecados. Então, Eu disse: Eis-me aqui. (Sl 40,7-8; Hb 10,5-7). Que Cristo tivesse oferecido a sua carne pela vida do mundo podemos reconhecê-lo por aquelas palavras que disse: Pai Santo, guarda-os! E logo a seguir: Por eles me santifico (Jo 17,11.19), isto é, consagro-me, ofereço-me como sacrifício imaculado de suave perfume (cf Ef 5,2; Gn 8,21). Com efeito, tudo o que era oferecido sobre o altar era santificado ou chamado santo. Cristo, portanto, deu o seu corpo em sacrifício pela vida de todos e assim nos foi comunicada de novo a vida por meio dele. Depois que habitou na carne, o Verbo vivificante de Deus restituiu à carne o seu próprio bem, ou seja, a vida.

Na leitura dos Atos Paulo faz um comovente discurso de adeus, cheio de densidade humana e inteligência espiritual; mostrando a figura de um homem humilde corajoso e totalmente dedicado ao serviço do Senhor, apesar de saber que tribulações o esperam; mas nada o detém na corrida para a meta, pois é confortado pela presença iluminadora do Espírito Santo que o seduz.

Rezemos com o Salmista: Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: At 20,17-27
Salmo: 67
Evangelho: Jo 17,1-11a

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