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Ano Par › 30/01/2018

Terça Feira – 4ª. Semana do Tempo Comum

Amados irmãos e irmãsterça
“Talita cumi”, que quer dizer: “Menina, ordeno-te, levanta-te!”
Retroceder nunca, desistir jamais!
Esta frase que até parece nome de filme serve para ilustrar as passagens do Evangelho de hoje.
Jairo poderia ter desistido no primeiro momento quando o mestre se preocupa primeiro em saber quem lhe tocou e depois poderia ter desistido quando chega a notícia para não mais incomodar o mestre vez que sua filha já tinha morrido. Mas ele não desistiu e nós também devemos olhar para nossas impossibilidades desta forma ou seja quando tudo parece perdido lembrar que existe um Deus que é o Deus do impossível.
“Talita cumi”, que quer dizer: “Menina, ordeno-te, levanta-te!”. Amados irmãos Deus está te dizendo neste exato momento: Levanta-te eu estou ordenando! Será que diante de tal ordem seremos capazes de ficarmos inertes?
O levantar depende de nossa fé e há que se perguntar que fé temos?
Lembramos aqui de um alinda canção que diz: que fé você tem? É a fé que convém?
No caso da mulher penalizada por uma hemorragia há muitos anos ela também recorreu a Jesus, esperando ser curada; mas neste caso foi no anonimato. Ela, diferentemente do chefe da sinagoga não falou publicamente e isto por dois motivos: primeiro porque era portadora de uma doença que causava vergonha como, por exemplo, é a AIDS hoje onde os que sofrem deste mal procuram tratamento em sigilo e em segundo lugar pelo fato de ser mulher; que naquela época era completamente discriminada como hoje são os negros, os pobres, as prostitutas, homossexuais e tantas outras minorias.
Mas ao operar a cura Jesus faz questão de tirá-la do anonimato justamente para mostrar a todos que Ele não discrimina ninguém e neste caso entre uma mulher e a filha de alguém famoso Ele primeiro curou a mulher.
Um chefe de sinagoga cai de joelhos, reconhecendo a divindade de Jesus, e suplica a Jesus para salvar a sua filha… Uma mulher atingida por hemorragias não diz nada, mas contenta-se em tocar as vestes de Jesus, porque se considera impura ritualmente (por isso ela fez tudo silenciosamente).
As duas mulheres deste Evangelho têm algo em comum: a primeira estava doente durante 12 anos, e a jovem morreu aos 12 anos, a idade em que se devia tornar mulher. O percurso destas duas mulheres era sinal de um fracasso. Uma atingida na sua fecundidade, pois essa mulher de hemorragia perdia o seu sangue, princípio de vida na mentalidade judaica. A outra perdia a vida, precisamente na idade em que se preparava para transmiti-la (era tradição casar-se muito cedo). Cristo cura as duas mulheres dando lhes vida em abundância.
O beato João Paulo II papa em discurso de 2/4/1987 aos jovens do Chile disse: Amados jovens, só Cristo pode dar a verdadeira resposta a todas as vossas dificuldades! O mundo precisa da vossa resposta, uma resposta pessoal às palavras, cheias de vida, do Senhor — sou Eu que te digo: levanta-te! Assim, vemos como, nas situações mais penosas e difíceis, Jesus sai ao encontro da humanidade. O milagre realizado na casa de Jairo mostra-nos o seu poder sobre o mal. Ele é o Senhor da vida, o vencedor da morte. Buscai a Cristo! Contemplai a Cristo! Vivei em Cristo! É esta a minha mensagem: Que Jesus seja a pedra angular (cf Ef 2,20) da vossa vida e da civilização nova que, em generosa e compartilhada solidariedade, haveis de construir. Não pode haver autêntico crescimento humano na paz e na justiça, na verdade e na liberdade, se Cristo não estiver presente com a sua força salvadora.
O que quer dizer construir a vida em Cristo? Quer dizer deixar-se comprometer pelo seu amor, um amor que exige coerência de comportamento e que a conduta de cada um se adapte à doutrina e aos mandamentos de Jesus Cristo e da sua Igreja; um amor que enche a nossa vida duma felicidade e duma paz que o mundo não consegue dar (cf Jo 14,27), apesar de tanto precisar dela. Não tenhais medo das exigências do amor de Cristo. Pelo contrário, temei antes a pusilanimidade, a ligeireza, o comodismo, a procura do próprio interesse, o egoísmo, tudo aquilo que queira calar a voz de Cristo que, dirigindo-Se a cada um e a cada uma de vós, insiste: Sou Eu que te digo: levanta-te! (Mc 5,41).
Contemplai a Cristo com valentia, meditando na sua vida através da leitura sossegada do Evangelho, dirigindo-vos a Ele com confiança na intimidade da vossa oração e nos sacramentos, em especial na Sagrada Eucaristia. Se vos dirigirdes a Cristo, ouvireis igualmente, e no mais íntimo da vossa alma, os rogos e as solicitações do Senhor que continua a dirigir-Se a vós, repetindo-vos sem cessar: «Sou Eu que te digo: levanta-te!»
Na leitura do segundo livro de Samuel vemos que apesar de tudo o rei Davi chora a morte do filho Absalão.
Rezemos com o Salmista: Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minha alma. Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração! Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

 

1ª. Leitura: 2 Samuel 18,9-10.14.24-25.30-19,3
Salmo: 85/86
Evangelho: Marcos 5,21-43

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