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Ano Par › 20/12/2016

Terça Feira – 4ª. Semana do Advento

15590304_1168464516572105_9093756450072898334_nAmados irmãos e irmãs
“O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”.
Há certas coisas em nossa vida de difícil solução, e que seria tão bom se Deus fizesse do nosso jeito. Imaginem se nós estivéssemos no lugar de Maria; talvez disséssemos ao anjo: Peça a Deus para esperar meu casamento; pois já está marcado; deixa-me falar com meu noivo primeiro, dá um tempo para eu pensar, etc. É assim que nós agimos muitas vezes quando queremos impor nossa vontade e nosso interesse sobre a vontade de Deus.
“Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo”. Esta saudação angelical traduz que nela não podia haver espaço para o pecado e para a infidelidade a Deus. A santidade do Filho Jesus santificou todo o ser da mãe Maria, desde que fora concebida. Todos os méritos de Maria são por causa de Jesus.
A encarnação é obra de Deus, mas que irá acontecer com a colaboração do homem. Assim somos chamados a refletir que ainda hoje para realizar sua obra, instaurar seu reino de Justiça e amor Deus quer precisar do homem e toda a obra será d’Ele, mas só vai acontecer se houver nossa colaboração.
Jesus aceitou trilhar o mesmo caminho do homem; exceto o pecado e isto para que em nada o homem pudesse duvidar de do que Ele experimentou; ou seja, nossas fraquezas e limitações humanas.
A Constituição dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium”, no § 56 nos ensina: “ O Pai das misericórdias quis que a Encarnação fosse precedida de uma aceitação por parte daquela que Ele predestinara para ser a Mãe. Ele quis assim que, como uma mulher contribuiu para a morte (Gn 3), também outra mulher contribuísse para a vida. É o que se verifica de modo sublime na Mãe de Jesus: dando à luz ao mundo a própria Vida, que tudo renova, Deus adornou-a com dons dignos de uma tão grande missão; e, por isso, não é de admirar que os santos Padres chamem com frequência à Mãe de Deus “ toda santa ” e “ imune de toda a mancha de pecado ” , visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura. Enriquecida, desde o primeiro instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular, a Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como cheia de graça; e responde ao mensageiro celeste: “ Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Deste modo, Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus onipotente o mistério da Redenção. Por isso, consideram com razão os Santos Padres que Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas que cooperou livremente, pela fé e a obediência, na salvação dos homens. Como diz Santo Ireneu, “obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano”.
Duas coisas transparecem de Maria em relação à fé: Sua vida de fé, de entrega humilde e confiante que não entende tudo, mas confia, e sua fé que cresce mediante a reflexão e a meditação. Portanto, crer significa confiar apesar da obscuridade; acolher apesar de não ver claro porque é Deus quem está falando e convidando. E crer supõe uma atitude que exige uma pobreza interior e desapego das próprias seguranças, que muitas vezes são falsas.
Na leitura do livro do profeta Isaías somos levados a refletir das tantas vezes que nós pedimos a Deus que nos dê sinais para que possamos crer no seu projeto. O profeta responde àqueles que naquela época pediam sinais que nenhum sinal seria dado a não ser o de que: “uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco”. Para os dias de hoje também devemos nos lembrar desta verdade, ou seja, o sinal é Jesus Cristo que agora já não mais é promessa mais sim uma realidade, pois Ele nasceu, foi crucificado, morto e ressuscitado e agora vivo está no meio de nós.
Rezemos com o Salmista: “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador”. “É assim a geração dos que o procuram e do Deus Israel buscam a face”. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 7,10-14
Salmo: 23/24
Evangelho: Lucas 1,26-38

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