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Ano Ímpar › 14/11/2017

Terça Feira – 32ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs23379926_1488828194535734_5741898738574794800_n
“Também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”
Será que em nossas comunidades temos pessoas que diz: “Ingratos, fiz tanto por essa comunidade, e nunca me deram um presente sequer, nem um muito obrigado”. Ou então outros que dizem: “”Faço muito por essa comunidade, espero que algum dia alguém reconheça a minha dedicação e amor”. Por fim poderíamos dizer que temos aqueles que dizem: “ Olha Deus me doei tanto para a comunidade e agora o Senhor me manda essa doença? Será que nos encaixamos em algumas destas alternativas?
Quem é enviado não tem nenhum direito sobre Deus nem sobre seus semelhantes. A gratuidade exige não só não buscar recompensa, mas renunciar ao prestígio e à segurança pessoal.
Aqui na comunidade muitas vezes somos questionados sobre o que nos leva a dar banho em doentes, fazer barba e cabelo, por comida na boca, etc. Nós respondemos que o simples fato de não sermos nós a estar necessitados de tal ajuda já é motivo mais que suficiente para assim fazermos e aí podemos dizer que não fazemos mais do que devíamos fazer. A nossa alegria consiste em entregar-se, sem reservas, à missão recebida, sem nada exigir. Basta-nos a consciência do dever cumprido e que alegria poder olhar para o irmão limpo, alimentado e feliz.
Servo inútil, no Evangelho de hoje, é aquele que une com simplicidade fé e serviço sem esperar outra recompensa que não seja a alegria de estar trabalhando por uma boa causa. Por isso, Santo Ambrósio comenta: “Não te julgues mais por tu seres chamado filho de Deus, deves, sim, reconhecer a graça, mas não deves esquecer a tua natureza, nem te envaideças por teres servido fielmente, já que esse era o teu dever. O sol cumpre a sua tarefa, a lua obedece, os anjos também servem”.
Deus já deu tudo para nós. O que fazemos é muito pouco em comparação com tudo que Deus nos deu através da sua criação.
São Patrício monge e bispo nos ensina que: Eu que antes era um tosco fugitivo e sem instrução, eu que não sei prever o futuro, sei, no entanto com certeza uma coisa: é que antes de ser humilhado era como uma pedra num profundo lodaçal. Mas Ele veio; o Todo-poderoso, e na sua misericórdia, tomou-me; levantou-me bem alto e colocou-me em cima de um muro (Lc 1,49). Por isso devo elevar a minha voz bem alto, para devolver ao Senhor um pouco dos seus benefícios, aqui na terra e na eternidade, benefícios tão grandes que o espirito do homem não os pode contar.
Ficai, pois admirados grandes e pequenos que temeis a Deus (Ap 19,5); e vós senhores bem-falantes, escutai e examinai atentamente. Quem me suscitou, a mim o insensato, do meio daqueles que passam por sábios, doutores da lei de palavras poderosas (Lc 24,19) e de tantas outras coisas (Ecl 4,13)? Quem me inspirou, mais que a outros, a mim, o refugo deste mundo, para no temor e no respeito (Hb 12,28) , fazer lealmente bem ao povo ao qual o amor de Cristo me levou e a quem Ele me deu, para que, se eu for digno disso, o sirva toda a minha vida com humildade e verdade?
É por isso que segundo a medida da minha fé (Rm 12,6) na Trindade, devo reconhecer e proclamar o dom de Deus e a sua consolação eterna. Devo propagar, sem medo, mas com confiança, o nome de Deus em todos os lugares (Sl 118,67) para, mesmo depois da minha morte, deixar uma herança aos meus irmãos e aos meus filhos, a tantos milhares de homens que batizei no Senhor.
Na leitura do Livro da Sabedoria nos é ensinado que Deus criou o homem para a imortalidade mas por inveja o demônio fez entrar no mundo a morte; mas os que pertencem a Deus não serão tocados por ela pois herdarão a vida eterna.
Rezemos com o Salmista: O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Sabedoria 2,23-3,9
Salmo: 33/34
Evangelho: Lucas 17,7-10

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