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Ano Par › 06/12/2016

Terça Feira – 2ª. Semana do Advento

15317769_1152419958176561_7120578888543438846_nAmados irmãos e irmãs
“Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.
A pergunta de Jesus para todos nós; Ele quer que nos coloquemos no lugar do pastor das ovelhas para entender a maneira de Deus de tratar o ser humano, especialmente de um pecador. Se na multiplicação dos pães e peixes aprendemos que na “matemática” de Jesus multiplicar é dividir; hoje esta mesma matemática vem nos dizer que um é igual a noventa e nove. Deixar noventa e nove ovelhas para buscar uma é uma loucura; loucura de Jesus que deve ser seguida em nossas comunidades; não podemos nos deixar guiar pelos critérios meramente humanos. A alegria de Deus é encontrar novamente seu filho perdido deve ser a alegria da comunidade.
Mas porque as ovelhas se perdem; porque os filhos se afastam? Santo Agostinho vai nos dizer: “O defeito moral não se define pelo mal que se intenta, mas pelo bem que se abandona”, (De civ. Dei 2,8).
Mesmo que eu me perca, a misericórdia de Deus é muito maior do que a minha miséria.
Jesus é sempre o Bom Pastor. É um Deus de ternura. Vale a pena depositar toda nossa vida e nossa esperança nele! Ele é nosso Salvador. Ele é o Bom Pastor que nos carrega nos seus ombros no momento em que perdemos força para caminhar.
Que atitudes nós adotamos diante de um irmão que falhou muito na vida moral e ética? Será que ficamos contentes e tranquilos apenas com as noventa e nove ovelhas?
Santo Ambrósio ao comentar o Salmo 118 diz: “Vem, Senhor Jesus, busca o teu servo, busca a tua ovelha inválida. Deixa as noventa e nove e vem buscar esta que está perdida… Busca-me, porque eu te busco. Encontra-me, levanta-me, leva-me. Tu podes encontrar o que buscas. Tu aceitas carregar sobre ti o que encontraste”.
O Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium no. 114 nos ensina:” Ser Igreja significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, dêem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho.
Na leitura do livro do profeta Isaías nos é anunciado que a servidão acabou; pois nosso Deus veio e nos resgatou, nos libertou e como um pastor, apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo. Preparar os caminhos do Senhor é preparar o coração do homem para recebê-lo, pois Ele quer em nós fazer sua morada.
Rezemos com o Salmista: O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas. Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e o povo julgará com lealdade. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Is 40,1-11
Salmo: 95
Evangelho: Mt 18,12-14

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