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Ano Par › 27/02/2018

Terça Feira – 2ª. Semana da Quaresma

Amados irmãos e irmãs28166966_1587870824631470_2856285829978104561_n

“Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem”.
Como este versículo é atual. Não vamos julgar ninguém conforme nos pede a Palavra, mas também não vamos fechar nossos olhos à hipocrisia nossa e de alguns que na Igreja adotam tal procedimento já denunciado por Jesus.
Colocar pesados fardos nas costas dos irmãos é inventar regrinhas de liturgia, normas para a pastoral ou movimento que são puro capricho pessoal. Aqui na comunidade às vezes somos cobrados porque não se obriga a isto ou aquilo; porque não se proíbe isto ou aquilo. Sabemos que até poderíamos fazer e como ordem todos cumpririam, mas aí nós respondemos: Não podemos cobrar de ninguém aquilo que a Igreja não pede. Vejam que alguns são atacados por crise de puritanismo e aí querem proibir o casal de segunda união de pertencer pastoral quando a Igreja lhe pede apenas que se abstenha da comunhão Eucarística e algumas funções restritas. Outros atacados pela mesma doença querem obrigar as pessoas a confessar mediante escala quando sabemos que a reconciliação enquanto sacramento só tem valor quando o coração contrito busca livre e espontaneamente a amizade de Deus. Mandam fazer jejum, mas não faz, determina abstinência de carne para o outro, mas se regozija em banquetes com carnes diversas. Mãe solteira parece mula sem cabeça; ex-presidiário e dependente químico deveriam estar todos queimando no fogo do inferno e por aí seguem os absurdos.
Pode parecer que estejamos sendo severos demais, mas não podemos achar que Escribas e Fariseus só existiam no tempo de Jesus.
Nas Sentenças dos Padres do Deserto (séculos IV-V) encontramos o seguinte texto: “Certo dia, Abba Macário regressava à cela, trazendo consigo umas folhas de palmeira. Pelo caminho, o demônio veio ao seu encontro com uma foice de ceifeiro, e tentou atacá-lo, mas não conseguiu. Disse-lhe então o demônio: Macário, sofro muitos tormentos por tua causa, porque não consigo vencer-te. Contudo, faço tudo o que tu fazes: tu jejuas, e eu não como; tu velas, e eu não durmo. Há só um aspecto em que me vences. Qual? A tua humildade. É ela que me impede de te vencer. Por isto meus irmãos o Evangelho de hoje encerra dizendo:“ Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado”. É a antiga lição do lava pés!
A beata Teresa de Calcutá, fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade nos diz: Não creio que haja alguém que precise tanto do socorro e da graça de Deus como eu. Por vezes sinto-me muito desarmada e fraca. E acredito que é por isso que Deus se serve de mim. Uma vez que não posso contar com as minhas próprias forças, volto-me para Ele vinte e quatro horas por dia. E se o dia tivesse mais horas precisaria também da sua graça durante essas horas. Todos devemos agarrar- nos a Deus pela oração. O meu segredo é muito simples: rezo. Pela oração, uno-me a Cristo pelo amor. Compreendi que rezar-lhe é amá-lo.
As pessoas têm fome da Palavra de Deus que traz a paz, traz a união, traz a alegria. Mas não podemos dar o que não temos. É por isso que devemos aprofundar a nossa vida de oração. Sê sincero nas tuas orações. A sinceridade é a humildade e a humildade só se adquire aceitando as humilhações. Só se aprende a humildade aceitando as humilhações, e encontrarás humilhações ao longo de toda a tua vida. A maior das humilhações é saber que não somos nada; eis o que aprendemos quando nos encontramos frente a Deus na oração.
Por vezes, um olhar profundo e fervoroso para Cristo constitui a melhor das orações: olho-o e Ele olha-me. Neste face a face com Deus, só sabemos que não somos nada e que não temos nada.
O livro de Isaías nos traz um grande ensinamento que serve para desmitificar a questão das profecias. Para muitos a profecia é algo que após ser proferido tem que acontecer de qualquer jeito se não terá sido mentira ou invenção do profeta; porém nas Sagradas Escrituras se mostra exatamente o contrário onde vemos que inúmeras profecias são para exortar o povo a mudar seu proceder para evitar o mal. Lembramos aqui o caso de Nínive com a profecia de Jonas e o que vemos hoje é o profeta Isaías exortando o povo a cessar de fazer o mal e aprender a fazer o bem. Não se trata de ameaça e nem de mau agouro, mas de aconselhamento de um Pai que nos ama e quer nos ver bem. A profecia ainda diz: se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada; logo se formos dóceis e obedientes o mal não acontecerá e provaremos os melhores frutos da terra.

Rezemos com o Salmista: Quem me oferece um sacrifício de louvor, este, sim, é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente eu mostrarei a salvação que vem de Deus. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Isaías 1,10. 16-20
Salmo: 50
Evangelho: Mateus 23,1-12

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