Highslide for Wordpress Plugin
Ano B › 10/04/2018

Terça feira – 2ª. Semana da Páscoa

terçaAmados irmãos e irmãs

“Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais”?
Estas palavras de Jesus nos incomodam e muito, pois Ele fala a Nicodemos e a nós que sequer conseguimos crer naquilo que é terreno como iremos crer no que é celestial?
Jesus manda que amemos uns aos outros e nós não conseguimos, pois o que vemos disseminado é o ódio e a guerra. Os homens só sabem olhar para seu próprio umbigo e esquecem-se dos que passam necessidades.
No evangelho de hoje Jesus ensina a Nicodemos que não basta o conhecimento humano da doutrina e das Escrituras. Ninguém será salvo por causa de seus títulos de mestrado e doutorado e muito menos pelo número de livros que escreveu. Muitos entendem tudo sobre Jesus como Nicodemos que era membro do Sinédrio (O Sinédrio era um Tribunal Religioso dos Judeus constituídos por Professores da Lei, Sumos Sacerdotes e também era constituído por 71 pessoas). Para entrar no Reino de Deus, não basta apenas saber, para entrar no Reino de Deus é preciso que todo homem passe pelo Novo Nascimento; que ira trazer uma mudança radical do coração. Este novo nascimento é o batismo onde somos mergulhados na água e no Espírito.
Na água está o arrependimento onde somos lavados e purificados ficando pronto para deixar o espírito agir em nós. Somente após passar por estas etapas seremos capazes de deixar que o espírito aja em nós; isto significa ter disposição para servir a Deus aceitando este vento que sopra onde quer e não onde nós queremos que Ele sopre. Infelizmente hoje encontramos em nossas comunidades muitas pessoas que se mostram conhecedora da Palavra, mas que não se dispõe a caminhar junto com a comunidade; querem fazer carreira solo.
Não basta ser um Nicodemos do século XXI e saber de tudo sobre Deus (aliás, isto é impossível; pois jamais alguém saberá tudo sobre Deus). Tudo isso não será suficiente se não praticarmos o que Jesus nos pede.
Como vimos o ensinamento de Jesus para Nicodemos não é Doutrinal, mas querigmático, que provoca inquietação e fascínio por Jesus, conduzindo-o a um ponto em que terá que decidir se quer ou não ser Discípulo de Jesus; e bem sabemos que Nicodemos fez este encontro pessoal, pois passou a ser um dos seguidores de Jesus conforme vemos nos relatos da paixão.
Na leitura do livro dos Atos dos apóstolos vemos o grande segredo e testemunho da comunidade primitiva: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade”. Quando vemos hoje certa letargia em nossas comunidades lembramo-nos dos monges do século IV que perante o abrandamento de fervor espiritual ocorrido na Igreja, depois do édito de Milão, foram para o deserto e organizaram-se em comunidades que pretendiam reeditar a comunidade de Jerusalém. Nos momentos de dificuldades na vida cristã, e particularmente na vida religiosa, apela-se para o modelo fundante e insuperável da Igreja primitiva. O fascínio e a nostalgia da fraternidade, de uma Igreja fraterna. Até parece utopia, mas não requer explicação, pois as palavras falam por si mesmas.

Rezemos com o Salmista: Senhor meu Deus vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis! Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa pelos séculos dos séculos, Senhor!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 4,32-37
Salmo: 93
Evangelho: João 3,7-15

Imprimir

Deixe uma resposta