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Ano Par › 26/09/2016

Terça Feira – 26ª. Semana Comum

14370401_1079988908753000_1645361512075869476_nAmados irmãos e irmãs
“Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente”. O tempo chegou e isto precisava ser compreendido pelos discípulos de outrora assim como por cada um de nós nos tempos atuais.
Trata-se de uma viagem sem volta, a vida é realmente uma peregrinação ou uma viagem. Somos a Igreja peregrina e nela não existe marcha a ré. Nascemos e morremos uma única vez como aprendemos na parábola de Lazaro e do homem rico. Não dá para nascer novamente e voltar para terminar a obra que não acabamos.
Durante esse caminho Jesus vai instruindo a comunidade dos discípulos e hoje a Igreja caminha sendo assistida e instruída pelo Espírito Santo que Ele nos enviou
“Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los”? Este era o pensamento dos discípulos e de muitos de nós ainda hoje para com aqueles que não nos aceita. Jesus repreendeu lá e repreende cá.
Os homens querem punição e morte, enquanto Deus quer misericórdia e vida. A inimizade e o ódio entre samaritanos e judeus que originalmente é de tipo racial se torna política e religiosa. O caminho habitual da Galiléia para Jerusalém passa por Samaria e aí precisamos entender que nosso caminho por vezes passa pelo caminho do outro que não comunga do mesmo ideal. A intolerância não os permitia encontrar outro caminho que não fosse o caminho da violência.
A reação de Tiago e João pode ser vista em muitas religiões atuais que não aceitam os que pensam, atuam ou vivem de forma diferente. Como cristãos temos que respeitar os demais e fazer possível a paz entre as religiões.
O único fogo que podemos pedir para amigos e inimigos é o fogo que Cristo traz do céu; não o que queima e elimina pessoas, mas aquele que ilumina e purifica o mundo. É o fogo do Espírito Santo. É o fogo de amor, tão cantado por Santa Teresinha de Lisieux.
Neste dia em que fazemos memória de são Jerônimo lembremos de uma frase deste santo que diz: Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus. Portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo.
Na leitura do livro de Jó vemos que depois de ser atingido por todas as provações, Jó permanece prostrado por sete dias junto a três amigos que permanecem em silêncio e por fim Jó abre a boca e amaldiçoa o dia que nasceu. Diante desta passagem somos instados a pensar das vezes em que diante da dor e do sofrimento também nos revoltamos contra Deus e até perguntamos: Onde está Deus? Peçamos ao Senhor a força necessária de enfrentarmos as agruras da vida com fé e esperança de dias melhores.
Rezemos com o Salmista: A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, e de noite se eleva até vós meu gemido. Chegue a minha oração até a vossa presença, inclinai vosso ouvido a meu triste clamor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jó 3,1-3.11-17.20-23
Salmo: 87
Evangelho: Lc 9,51-56

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