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Ano Par › 02/08/2016

Terça Feira – 18ª. Semana Comum

cegosAmados irmãos e irmãs
“Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem”.
Às vezes temos a sensação que para não ser contaminado pelo pecado deveríamos nos isolar, inclusive selecionando o que comer e aí vem Jesus e diz que o mal está dentro de nós; não é o fato de estar dentro que nos faz santo e nem de estar fora que nos faz pecador.
Conseguimos ver um Jesus na Eucaristia, mas não o vemos nos irmãos que sofrem fora da Igreja. Irmãos que sofrem com o uso de drogas, das separações de casais, aborto, violência e corrupção; isto tudo faz com que fiquemos com vontade de voltar para a Igreja onde tudo parece bonito e certo; aliás, onde parece que estaríamos seguros e protegidos de todos os males.
A vida cristã se resume em uma palavra: AMOR. E o amor é uma atitude que consiste em uma entrega total e desinteressada de nossa pessoa a Deus e aos irmãos, especialmente aos necessitados. A antítese do amor cristão é o ritualismo que utiliza Deus e os demais para o proveito próprio, ou um ritualismo que se desliga dos compromissos com a vida e com os problemas humanos; aliás, temos muitos cristãos católicos querendo viver como anjos, ou seja imunes da humanidade.
A reciprocidade do amor entre Deus e nós se dá no mais íntimo do nosso ser e não em gestos exteriores ou outros ritos.
Para Jesus, o teste decisivo para saber se o coração está perto de Deus é o comportamento fraterno para com o próximo. O coração é o lugar onde o homem se revela e por isto Santo Agostinho dizia: “Perscruta e reconhece o que há dentro de ti. Tuas roupas e tua carne são externas. Entra em tua intimidade e desce até o mais secreto de tua consciência. Se te exilas de ti mesmo, como poderás aproximar-te de Deus?” (Santo Agostinho. In Joan. 23,10).Quem não faz isto é levado a olhar só ara os méritos ou defeitos dos outros e veja o que acontece:
– Se olho só para os méritos dos outros vejo que não os tenho e aí me diminuo, desprezo a mim mesmo, sinto que não sou digno e nem amado e isto gera uma praga que invade a Igreja chamada de auto piedade, pessoas que em qualquer situação se fazem de vítimas é o verdadeiro “não me toques”
– Se olho só para os defeitos do outros vejo que não os tenho e ai me vanglorio, deixo o orgulho invadir o meu coração, sinto me mais santo , mais digno, mais amado e isto gera a praga da soberba, da vaidade, pessoas que estão em lugares tão alto, tão próximas de Deus que ninguém pode chegar perto, e torna-se não me toque também. Aqui surge a figura do sujo que fala do mal lavado!
A regra da pureza de lavar as mãos não era uma questão de higiene, mas um ritual para eliminar s impurezas contraídas do contato com coisas imundas.
A planta plantada pelo Pai é aquela que dá frutos de amor e misericórdia, na liberdade dos filhos de Deus que se empenham na construção de um mundo de justiça e paz.
No livro de Jeremias vemos que ele se queixa de Deus, que só parecia cumprir a parte trágica da promessa vocacional, fazendo dele profeta da destruição e da desgraça; mas cumpriu a outra parte da e fez dele um profeta de salvação. Os castigos não visavam uma destruição definitiva, mas apenas purificar o povo infiel. Se antes exortou para que fugissem do mal sob pena de destruição, agora exorta para reconstruírem e serem benditos aos olhos do Pai.
Rezemos com o Salmista: As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece. Amém.

 
Reflexão feita pelo Diácono Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

 
1ª. Leitura: Jr 30,1-2.12-15.18-22
Salmo: 101
Evangelho: Mt 15,1-2.10-14

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