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Ano B, Santoral › 14/05/2018

Solenidade da Ascensão do Senhor

Amados irmãos31906932_1676036515814900_1539656582030163968_n

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado”.
Vemos que neste Evangelho Jesus dá uma ordem clara aos seus apóstolos de então e a nós discípulos missionários de hoje: Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!
A Solenidade da Ascensão não é apenas a “subida” de Jesus entre as nuvens, Jesus foi ou ficou? Se foi, não pode ter ficado, e se ficou, então não pode ter ido. Não nos esqueçamos de que Deus é Onipresente no sentido espacial e temporal. Sua presença em nosso meio não é um “faz de conta”, um sonho bonito que alimentamos, quando, por exemplo, perdemos um ente querido e afirmamos convictos que sentimos a sua presença junto de nós. Jesus não está vivo entre nós, porque evocamos a sua lembrança, a sua presença é real, embora mística.
Ascensão de Jesus é o reencontro da Humanidade com Deus. A nossa pobre natureza humana se eleva sobre os anjos ao céu como Ele, ao trono de Deus. A comunhão de vida que o homem havia perdido por causa do pecado, agora é resgatada, podemos dizer que se na encarnação o céu desceu na terra agora na ascensão é a terra que sobe aos céus. Se quando desceu Ele trouxe a divindade até nós agora ao subir Ele leva nossa humanidade ao céu. Jesus abre novamente as portas do paraíso para todos nós; Ele carrega consigo sua natureza humana e com toda a humanidade é chamada a ocupar o céu.
Essa “Esperança Escatológica” dá novo sentido á nossa vida. Vida terrena que não se resume a um simples esperar a hora da morte ou como num jogo onde quem tiver sorte será salvo e levado para um céu distante; não é nada disso, mas a esperança cristã é ter esse “Céu” no coração e deixar refletir em nossas atitudes e nas relações com o próximo e na vida. Ser Cristãos capazes de refletir o paraíso que já está no meio de nós, mas que ainda não chegou.
É no cotidiano da existência humana que o Senhor se deixa encantar. A sua “elevação” é sentida em todos os lugares e em todo tempo.
O prefacio I da Ascensão já nos diz que Ele nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humanidade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade.
Nos Atos dos apóstolos vemos que dois homens de branco (anjos) disseram: “Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. Recomendam os anjos que não se fiquemos a olhar para o céu, mas que se espere e prepare a volta gloriosa do Senhor. É preciso ter os pés no chão e não nas alturas, a missão acontece aqui na terra. Nossa missão de discípulos missionários é testemunhar com nossa vida no dia a dia esta esperança e enquanto aguardamos vamos fazendo este reino de amor e justiça acontecer no meio de nós.
Todas as pastorais e movimentos, associações, ordens religiosas, ministérios e tudo mais que há no contexto da Igreja, deve estar direcionado para este mandato; Anunciar o Evangelho é essa a missão primeira e primária da Igreja, se o trabalho na comunidade não tem esse objetivo há algo errado.
Como lembra o documento 100 da CNBB sobre a paróquia: as paróquias não são Postos de Atendimento Religioso ou Distribuidora de Sacramentos.
Na carta aos Efésios lemos “rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um Espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele”. E este o Espirito prometido e pelo qual preparamos para recebê-lo em pentecostes. Jesus disse não vos afasteis de Jerusalém e hoje nos diz não vos afasteis da minha Igreja; pois caso contrario não será derramado sobre vos o meu Espírito.
Hoje, celebramos também o Dia Mundial das comunicações sociais, com o tema: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. Não fique ai parados com medo das redes sociais! Faça delas o novo areópago, lugar de evangelização e acima de tudo saibam usa-los com equilíbrio e responsabilidade em favor de nossas famílias.

Rezemos com o Salmista: Por entre aclamações, Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei! Porque Deus é o grande rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso. Amem.

REFLEXÃO FEITA PELO DIÁCONO IRMÃO FRANCISCO 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 1,1-11
Salmo: 46/47
2ª. Leitura: Efésios 1,17-23
Evangelho: Mc 16,15-20

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