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Ano Par › 18/05/2018

Sexta Feira – 7ª. Semana da Páscoa

Amados irmãos e irmãs31946089_1676083119143573_8770437022180442112_n

”Simão, filho de João, tu me amas? Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”.
Quem não ama não pode se arvorar discípulo de Jesus; pois o discípulo segue os passos do Mestre e faz o que o Mestre faz!
Simão, tu me amas? (Jesus se refere ao amor ágape, sem medidas, gratuito e incondicional, até as últimas consequências).
Pedro respondeu que SIM, mas com o amor Filia, seu amor pelo mestre não era assim tão extraordinário, afinal o tinha negado…
Simão, tu me amas? De novo Pedro responde afirmativamente, porém com essa ressalva, de que não é um amor igual ao do Mestre. Jesus pergunta uma terceira vez, agora, porém, falando exatamente do amor Filia, entre irmãos, que é bonito e belo também, mas que não é tão perfeito.
E Jesus o confirma como Pastor, o aceita em suas limitações, o seu jeito de amar. Pedro passa então a ser “o primeiro entre iguais”
Não é Pedro que muda a resposta, mas sim Jesus que muda a pergunta. Acontece que, quando nos dispomos a servir a Deus nos irmãos, o Espírito Santo vai nos transformando e aquele amor que não entendíamos passa a ser amor ágape.
O amor entre um homem e uma mulher num primeiro momento é “eros” mas a convivência e o passar dos dias vai transformando este amor e é por este motivo que que embora velhinhos ou já doentes continuam juntos; pois o que os une não é mais o interesse sexual mas uma nova maneira de amar.
A maturidade da fé supõe deixar-se conduzir pelo Senhor. O amor, que está na origem do seguimento, permite tudo isto.
Comentário do dia:
São João Crisóstomo bispo e doutor da Igreja em sua 2ª Homília sobre a inscrição do livro dos Atos dos Apóstolos nos diz: “Imitemos a conduta dos apóstolos e não lhes seremos inferiores em nada. Com efeito não foram os seus milagres que os fizeram apóstolos, foi a santidade das suas vidas. É nisso que se reconhece um discípulo de Cristo. Essa marca foi-nos dada claramente pelo Senhor: quando quis traçar o retrato dos seus discípulos e revelar o sinal que distinguiria os seus apóstolos, disse: “Por isto é que todos conhecerão que sois Meus discípulos”. Que sinal é esse? Fazer milagres? Ressuscitar os mortos? De forma nenhuma. Então qual? Todos os homens “conhecerão que sois Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35)”.
O amor não é um milagre, mas uma obra: É no amor que está o pleno cumprimento da lei (Rm 13,10). Tende, pois, amor em vós e estareis entre os apóstolos, mesmo na primeira fila. Quereis outra prova deste ensinamento? Vede como Cristo se dirige a Pedro: “Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes”? Não há nada que mais nos faça alcançar o Reino dos céus do que amar Cristo como Ele merece. Que faremos para o amar mais do que os apóstolos? Escutemos Cristo, esse mesmo Cristo que devemos amar: se me amas mais que estes, “apascenta as minhas ovelhas”. O zelo a compaixão, os cuidados, são atos e não são milagres.
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja no Sermão 46, Sobre os Pastores, 30 nos ensina: Aqui vejo todos os bons pastores identificados com o único Pastor (Jo 10,14). Não faltam bons pastores, mas estão num só. Se não estivessem num só, estariam divididos. Mas na própria pessoa de Pedro Ele recomendou a unidade. Eram muitos os Apóstolos, mas a um só foi dito: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21,16.17). Quando confiou as suas ovelhas a Pedro, como quem as entrega a outra pessoa diferente de si mesmo, quis fazer dele uma só coisa consigo. Cristo, a Cabeça, confiou as ovelhas a Pedro como símbolo do seu Corpo que é a Igreja (Cl 1,18). Portanto, estejam todos os pastores no único Pastor; ouçam as ovelhas esta voz e sigam o seu Pastor: não este ou aquele, mas o único Pastor. Apregoem todos com Ele a uma só voz e não haja vozes diversas. Suplico-vos, irmãos, que tenhais todos uma só voz e que não haja entre vós divisões (1Cor 1,10).
Nos atos dos apóstolos a saga de Paulo continua e desta feita tem como intercessor um tal de Festo que alega que pelas normas do direito romano não se podia condenar alguém sem que este tivesse o direito de defesa. Tendo sido dado o direito de defesa os acusadores nada apresentaram e se percebeu tratar de desavenças religiosas.

Rezemos com o Salmista: Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 25,13-21
Salmo: 103/104 
Evangelho: João 21,15-19

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