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Ano Par › 25/05/2018

Sexta Feira – 7ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

“Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”
Neste Evangelho vemos que Jesus elevou o matrimônio à categoria de sacramento. A Lei de Moisés se opõe ao projeto original de Deus afinal a mulher era muito discriminada e então Jesus põe homem e mulher em pé de igualdade e condições.
Homem e mulher formam uma unidade perfeita, só comparável a união de Cristo e da sua Igreja, como ensina Paulo e o seu traço mais original desta união é o amor que se traduz na entrega e doação um ao outro, do amor que busca o bem e a felicidade do outro, do amor capaz de renunciar-se a si mesmo, do amor que sabe ser fiel sem que isso. Toda escolha implica em renúncia, mas a escolha de uma mulher implica na renuncia de todas as outras.
Deus une para sempre e o que Ele uniu ninguém pode separar. Quando ouvimos que o homem e a mulher formarão uma só carne logo pensamos que no ápice deste amor, no ato conjugal que gera vida e faz nascer uma criança. Esta criança é uma só carne e nela não há como separar o que é do pai e o que é da mãe e eis aí o grande mistério.
A ciência por mais desenvolvida que seja não consegue gerar vida humana sem que haja o concurso de homem e mulher, sem que haja esta união tão querida por Deus e tão vilipendiada nos dias de hoje.
Na misericórdia ensinada por Jesus, não nos deve faltar a compreensão com os casais de segunda união ou outras variantes de família e quem nos ensina muito sobre isto é a Exortação Apostólica “Familiaris Consortio” de 22 de novembro de 1981, de São João Paulo II. Vamos citar trechos do no. 84 e 85 desta exortação:
84: Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações. Há, na realidade, diferença entre aqueles que sinceramente se esforçaram por salvar o primeiro matrimônio e foram injustamente abandonados e aqueles que por sua grave culpa destruíram um matrimônio…
Há ainda aqueles que contraíram uma segunda união em vista da educação dos filhos, e, às vezes, estão subjetivamente certos em consciência de que o precedente matrimônio irreparavelmente destruído nunca tinha sido válido. Juntamente com o Sínodo exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados, promovendo com caridade solícita que eles não se considerem separados da Igreja, podendo, e melhor devendo, enquanto batizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança.
85. Desejo ainda acrescentar uma palavra para uma categoria de pessoas que, pela situação concreta em que se encontram – e muitas vezes não por sua vontade deliberada – eu considero particularmente junto do Coração de Cristo e dignas do afeto e da solicitude da Igreja e dos pastores. Infelizmente há no mundo muitíssimas pessoas que não podem referir-se de modo algum ao que poderia definir-se em sentido próprio uma família. Grandes setores da humanidade vivem em condições de enorme pobreza, em que a promiscuidade, a carência de habitações, a irregularidade e instabilidade das relações, a falta extrema de cultura não permitem praticamente poder falar de verdadeira família.
Portanto que ninguém saia em nome da igreja apontando o dedo para quem esta em segunda união ou outra situação sem conhecer os documentos da Igreja. Tem muita gente falando besteira por aí em nome de uma moral falaciosa que não traduz o pensamento oficial da Igreja e muito menos a misericórdia ensinada pro Jesus.
Na leitura da carta de são Tiago ele exorta toda a comunidade a viver o tempo presente de modo positivo e confiante. No meio das injustiças e atropelos, devem erguer os olhos para o Senhor. O apóstolo recorda dois exemplos do Antigo Testamento: os profetas e Jó. Deus não os desiludiu, nem nos desiludirá a nós, porque é cheio de misericórdia e compassivo. Tiago convida, não só a evitar a murmuração, mas também os juramentos. A nossa palavra há de ser garantida, se sim; sim, se não; não.

Rezemos com o Salmista: O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Tiago 5,9-12
Salmo: 102/103
Evangelho: Marcos 10,1-12

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