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Ano C, Ano Ímpar › 01/02/2019

Sexta feira – 3ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 
“O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra.
a semente brota e cresce, sem ele o perceber; pois a terra por si mesma produz.
Assim também todos aqueles que pregam a Palavra de Deus não devem se preocupar em querer por esforço humano fazê-la brotar; pois a Palavra age por força dela mesma e pela ação do Espírito.
A conclusão a que chegamos é que não é a beleza física ou a eloquência ou ainda o número de títulos e diplomas do pregador que irá converter os corações.
Na construção do Reino de Deus nós somos apenas pedreiros e serventes enquanto Jesus é o engenheiro e mestre de obras. Se tivermos consciência disto iremos assentar os tijolos e o piso conforme o mestre mandar sem se preocupar como ficara a obra ao final; afinal de contas Ele o mestre sabe tudo, como disse Pedro: Senhor tu sabes tudo!
Nossa missão como cristãos é lançar a semente na terra e esperar. O Reino de Deus exige empenho de semear; pois não seremos nó que faremos brotar e crescer.
A impaciência do discípulo pode colocar em risco toda sua pregação e aqui lembro o que sempre falamos em nossa comunidade cuidado quando tiver ímpetos de querer ajudar Deus a fazer as coisas acontecerem.
Quando era criança minha mãe colocava a galinha para chocar os ovos e na parede marcava os dias e eu ficava esperando chegar o vigésimo primeiro dia para levantar a galinha e ver os pintinhos nascidos e aí me deparava com aqueles ovos trincados; então para ajudá-los a nascer eu os quebrava e tirava o pintinho de dentro da casca e colocava embaixo da galinha e é claro que a maioria morria pois eu estava a desrespeitar a natureza das coisas.
O discípulo impaciente se desespera pela lentidão das coisas e não acredita que uma pequenina semente de mostarda pode se tornar uma árvore.
Às vezes olhamos ao nosso redor e nos desesperamos dizendo que não tem mais jeito, que tudo está perdido; porém nós cristãos não podemos agir assim, devemos sempre acreditar na força e poder do nosso Deus. Lembro aqui das palavras do Beato John Henry Newman que dizia: “Tal é o Reino escondido de Deus: do mesmo modo que está agora escondido, assim será revelado no momento certo. Quem poderia conceber, dois ou três meses antes da Primavera, que a face da natureza, aparentemente morta, pudesse tornar-se tão esplêndida e variada? O mesmo acontece com essa Primavera eterna que todos os cristãos esperam: ela virá, ainda que venha tarde. Esperemo-la, pois O que há de vir, virá e não tardará. É por isso que dizemos em cada dia: Venha a nós o Vosso reino.
Na carta aos hebreus é dito aos primeiros cristãos e a nós hoje: “Quão longas e dolorosas lutas sustentastes. Seja tornando-vos alvo de toda espécie de opróbrios e humilhações, seja tomando moralmente parte nos sofrimentos daqueles que os tiveram que suportar. Não só vos compadecestes dos encarcerados, mas aceitastes com alegria a confiscação dos vossos bens, pela certeza de possuirdes riquezas muito melhores e imperecíveis”. È isto meus irmãos os sofrimentos de hoje não se comparam com a glória que nos espera; sofremos por causa do nome de Jesus, não devemos nos incomodar de perder bens materiais e devemos estar sempre do lado dos que sofrem como, por exemplo, os encarcerados.
Rezemos com o Salmista: A salvação dos piedosos vem de ti ó meu Deus; tu nos protege nos momentos de aflição. O Senhor nos dá ajuda e nos liberta, nos defende e nos protege contra os ímpios, e nos guarda porque em vós nós confiamos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Hebreus 10,32-39 
Salmo: 37 
Evangelho: Marcos 4,26-34

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