Highslide for Wordpress Plugin
Ano Par › 09/12/2016

Sexta Feira – 2ª. Semana do Advento

15356575_1155995654485658_723642158435474211_nAmados irmãos e irmãs
“ Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: Ele está com um demônio.Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores”.
Jesus contempla tudo e nada escapa de seu olhar. Ele observa tudo: para depois tirar alguma lição para a própria vida das pessoas. Basta ler todas as parábolas de Jesus e logo confirmaremos a verdade de tudo o que foi dito. Para Jesus a vida cotidiana serve como se fosse um grande livro divino onde ele lê página por página, dia após dia.
Os contemporâneos de João Batista que procuram a todo o custo o prazer consideram João Batista como louco; porque tinha vida austera, mas na verdade sua vida era uma crítica severa àqueles que sacrificavam tantas pessoas em nome do prazer. Nosso coração não está sedento de prazer, de poder, de fama, de riqueza e sim de sentido. Eles achavam que a felicidade estava na bebida, na comida e prazeres desregrados, quando na verdade a felicidade esta nas pessoas generosas, solidárias, compassivas, prestativas, atenciosas, confiáveis, mansas e amorosas. Um princípio máximo é o de que ao fazer alguém feliz, nós seremos felizes verdadeiramente.
Se com João foi assim com Jesus também embora o modo de agir fosse totalmente diferente. Ele trouxe vida em abundância para todos, comia e bebia com os excluídos (pecadores, publicanos, prostitutas, doentes etc.). Ele anunciava um Deus que não exclui; que convida para a festa com Ele todos os homens. E foi justamente por causa desta maneira de viver e conviver que Ele foi chamado de “comilão” e “beberrão”.
Somente os simples de coração têm a capacidade de entender tudo isto. Se para Deus tudo é simples, para o simples tudo é divino. A simplicidade é a transparência no olhar, a retidão no coração e no comportamento e a verdade no que fala. A simplicidade é a sabedoria dos santos.
Ao olharmos para João Batista somos convidados a fazer obras de penitência; tirar as máscaras para viver na transparência, renunciar a olhar apenas de um ângulo sobre a vida e seus acontecimentos, aprender o olhar tudo a partir de Jesus Cristo: um olhar de um irmão.
Ao olharmos para Jesus somos convidados a viver com alegria o perdão que não exclui; que não se reduz a uma mera palavra, um olhar que nos faz aceitar as falhas e fraquezas dos irmãos na medida em que também temos falhas e fraquezas. Um olhar de quem ama e é amado.
Santa Gertrudes, monja beneditina nos Exercícios, n°8 Sexta; SC 127 vai nos dizer: Ó Sabedoria admirável de Deus, quão poderosa, quão brilhante é a tua voz! Chamas a ti sem exceção todos os que te desejam; fazes dos humildes a tua morada; confortas os que te confortam (Pr 8,17); julgas a causa do pobre; com bondade, de todos tens piedade. Não detestas nada do que fizeste; desvias os olhos dos pecados dos homens e misericordiosamente esperas que venham penitenciar-se (Sab 11,23-24). Tu que renovas todas as coisas, com a tua graça renova-me e santifica-me em ti, para que possas estabelecer-te na minha alma. Faz que, desde a manhã, eu vele por ti, para te encontrar em verdade (Is 26,9; Sab 6,12-14); manifesta-te, pois diante de mim, para que em verdade eu Te deseje com ardor. Com que prudência age em teus desígnios! Com que providência dispõe de tudo, quando, para salvar o homem, inspiraste ao Rei de glória (Sl 23,8; 1Cor 2,8) o pensamento da paz, o cumprimento da caridade: escondendo a sua majestade, impuseste a seus ombros o momento favorável do amor, para que subindo ao madeiro, Ele levasse os nossos pecados (1Pd 2,24). Oh, sim, Sabedoria brilhante de Deus, a malícia do diabo não pode travar nenhuma das tuas obras magníficas; a amplidão do mal que fizemos não conseguiu prevalecer contra a multidão das tuas misericórdias, contra a imensidão do teu amor, contra a plenitude da tua bondade. Mais ainda, o teu zelo soberano ultrapassou todos os obstáculos, tudo governando com bondade, chegando com vigor de uma extremidade à outra do mundo (Sab 8,1).
Na leitura do livro de Isaías o profeta nos fala que ao cancelarmos a presença de Deus de nossas vidas nós deixamos de aprender d’Ele,de ser conduzidos por Ele e isto nos causa sério prejuizo inclusive a nossa descendência. Não observamos os seus mandamentos e assim deixamos de ter a verdadeira paz; não podendo dizer que fomos libertados. Precisamos aplicar aqui o lema da CF de 2014: ‘ Foi para a liberdade que Cristo nos libertou”!
Rezemos com o Salmista: Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Is 48,17-19
Salmo: 1
Evangelho: Mt 11,16-19

Imprimir

Deixe uma resposta