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Sem categoria › 02/03/2018

Sexta Feira – 2ª. Semana da Quaresma

Amados irmãos e irmãs28577917_1605236839561535_3638940178565127714_n

Aquele que fora rejeitado pelo ser humano, o Pai constituiu-o como “pedra angular” da salvação.
Imaginemos nossa comunidade como a vinha que o Senhor colocou sob nossos cuidados para administrar. Sem mérito algum fomos escolhidos para cuidar e proteger o povo, em nome do Senhor, mas o povo pertence a Deus. O povo é a vinha.
A parábola de hoje denuncia aqueles que querem se apossar da vinha (povo) que pertence a Deus, ao invés de produzirem frutos. Agem como donos que além de não produzir frutos impedem que os outros produzam.
José não era primogênito e nem unigênito, mas foi enviado pelo seu pai Israel até os irmãos e estes o rejeitaram e tramaram sua morte, tendo vendido por vinte moedas aquele que mais tarde no Egito iria perdoar a todos e reunir a família em torno do Pai. Jesus é o primogênito e unigênito que também enviado pelo Pai a nós foi rejeitado e vendido por trinta moedas e tendo sofrido a paixão e morte de Cruz com sua ressurreição a todos nós perdoou e nos resgatou para o Pai.
Santo Ireneu de nos ensina: “Ao modelar Adão com o pó da terra e ao eleger patriarcas, Deus plantou a vinha do gênero humano. Depois a confiou a vinhateiros pelo dom da Lei transmitida por Moisés. Circunscreveu a terra que eles teriam de cultivar; construiu uma torre, ou seja, escolheu Jerusalém; montou um lagar, ou seja, preparou os que iam receber o Espírito profético. E enviou-lhes profetas, antes do exílio de Babilônia; e, após o exílio, outros ainda em maior número, para reclamarem os frutos e para lhes dizerem: Endireitai os vossos caminhos e emendai as vossas obras”.
Será que somos gratos por tudo isto que o Senhor fez para nós?
Será que não continuamos a matar os enviados por Deus neste terceiro milênio?
São Boaventura, doutor da Igreja no escrito “A videira mística, cap. 3º, §§ 5-10”; nos ensina: Eu sou a videira verdadeira, diz Jesus. Cavamos trincheiras ao redor desta vinha, quer dizer, cavamos armadilhas secretas. Ao conspirar para fazer alguém cair numa armadilha, é como se abríssemos um buraco na sua frente. É por isso que ele se lamenta, dizendo: Cavaram uma cova diante de mim (Sl 56,7). Eis um exemplo dessas armadilhas: Trouxeram uma mulher apanhada em adultério ao Senhor Jesus, dizendo: “Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. E tu, o que dizes?”. E outro: É lícito ou não pagar tributo a César? (Mt 22,17).
Mas descobriram que estas ciladas não eram prejudiciais à videira; pelo contrário, cavando tais covas, foram eles próprios que caíram dentro delas (Sl 56,7). Então, avançaram: não só lhe prenderam as mãos e pés (Sl 21,17), como lhe perfuraram o lado com uma lança (Jo 19,34), pondo a descoberto o interior desse coração santíssimo, que já tinha sido ferido pela lança do amor. No seu cântico de amor, o Esposo diz: Feriste-me o coração, irmã, minha esposa (Cant 4,9 Vulg). Senhor Jesus, o teu coração foi ferido de amor pela tua esposa, tua amiga, tua irmã. Porque era necessário seres ainda ferido pelos teus inimigos? O que fazeis, inimigos? Não sabeis que esse coração do Senhor Jesus, já atingido, já está morto, já está aberto, e não pode ser afetado por mais sofrimentos? O coração do Esposo, do Senhor Jesus, já recebeu a ferida do amor, a morte do amor. Que outra morte poderia ocorrer? Os mártires também se riem quando são ameaçados, alegram-se quando são atingidos, triunfam quando são mortos. Por quê? Porque já estão mortos de amor em seu coração, mortos para o pecado (Rm 6, 2) e para o mundo. O coração de Jesus foi, portanto ferido e morto por nós; a morte física triunfou por momentos, mas para ser vencida para sempre. Foi destruída quando Cristo ressuscitou dos mortos, porque a morte já não tem domínio sobre Ele (Rm 6,9).
Na leitura vemos a história de José que é mais um exemplo de como Deus escolhe os pequenos para realizar o seu projeto de salvação. Infelizmente isto suscita ódio e a inveja que leva ao afastamento e até a eliminação do escolhido.
Nesta história o eleito José é conduzido por caminhos de morte, mas que acaba por ser salvo e salvar a todos. José esta atento aos sinais da vontade de Deus até mesmo em sonhos, que aprende a interpretar.

Rezemos com o Salmista: Senhor meu Deus fazei com que por hoje e todo o sempre todos os habitantes desta terra se lembrem de vossas maravilhas e que lhe sejam gratos. Que com suas vidas testemunhem o vosso amor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Gênesis 37,3-4.12-13.17-28
Salmo: 105
Evangelho: Mateus 21,33-43.45-46

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