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Ano Ímpar › 27/10/2017

Sexta Feira – 29ª. Semana comum

22814382_1475839849167902_7407063915392797635_nAmados irmãos e irmãs
“Hipócritas! Sabeis distinguir os aspectos do céu e da terra; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente”?
Os fatos aparentes todo mundo enxerga e sabe interpretar, porque é algo evidente como a questão das nuvens que trazem chuva ou dos ventos que trazem o frio; mas sinais de algo que somente os olhos da fé podem enxergar e que necessita de interpretação requer certo cuidado. O cuidado que devemos ter é o de estar na Igreja e com a Igreja de Jesus Cristo onde o Espírito fala e com certeza não existe possibilidade de erro.
A Igreja é a imagem da Esperança, que aguarda a plenitude do Reino sinalizado nos sacramentos que só é perceptível na Fé.
Para melhor esclarecer a questão do final dos tempos nada melhor do que este ensinamento da Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo, “Gaudium et spes”, §§ 1-2, 4, 10 do Concílio Vaticano II que diz: As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para comunicá-la a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história. Por isso, o Concílio Vaticano II não hesita agora em dirigir a sua palavra, não já apenas aos filhos da Igreja e a quantos invocam o nome de Cristo, mas a todos os homens.
Para levar a cabo esta missão, é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura. É por isso necessário conhecer e compreender o mundo em que vivemos, as suas esperanças e aspirações, e o seu caráter tantas vezes dramático. Marcados por circunstâncias tão complexas, muitos dos nossos contemporâneos são incapazes de discernir os valores verdadeiramente permanentes e de harmonizá-los com os recém-descobertos. Daí que, agitados entre a esperança e a angústia, se sintam oprimidos pela inquietação, quando se interrogam acerca da evolução atual dos acontecimentos. Mas esta desafia o homem, força-o até a uma resposta.
A Igreja, pela sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens pelo seu Espírito a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação. Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre.
Jesus hoje nos mostra que é fácil interpretar os sinais da natureza como, por exemplo, o vento, o calor, a chuva, etc. No entanto nós não encontramos esta mesma facilidade quando se trata de interpretar os sinais do reino de Deus.
Como discernir quais são os sinais do reino nos dias de hoje? Eis a questão proposta.
A Igreja tem sido sinal deste Reino? Como ser sinal do Reino? Tais perguntas não querem calar e nós precisamos encontrar respostas. Não podemos ficar a todo tempo usando de falsas desculpas ou projetando em outro a culpa que é somente nossa.
A Igreja só vai realmente ser sinal deste Reino de paz e amor o dia em que nós que dela fazemos parte formos estes sinais. A Igreja enquanto estrutura física não será sinal do Reino, mas sim nós é que devemos ser sinal na vida do irmão a partir do momento em que nossas ações forem de libertação da opressão e de tudo que o afasta do projeto de Jesus.
Nossa comunidade tem como carisma: Ser sinal da Misericórdia do Pai nos dias de hoje e nós sempre falamos para cada irmão que as pessoas que olharem para nós e para nossas ações precisam ver a misericórdia acontecendo; precisamos urgentemente ser sinais do Reino; pois só assim outros se convenceram.
O Papa Francisco na Exortação apostólica “Evangelii Gaudium / A Alegria do Evangelho” §§ 108-109 nos ensina: Sempre que intentamos ler os sinais dos tempos na realidade atual, é conveniente ouvir os jovens e os idosos. Tanto uns como outros são a esperança dos povos. Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convida a não repetir tontamente os mesmos erros do passado. Os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo atual. Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança!
Na leitura da carta aos romanos, Paulo nos fala que não basta conhecer a lei de Deus, é preciso observá-la, assim como não é suficiente saber que a fé nos salva. Precisamos entender que o mal está dentro de nós, ele se debate dentro de nós. O bem e o mal estão dentro do nosso coração. a luta contra o mal não se trava fora, mas dentro de nós. O pecado sempre no ronda tentando nos seduzir
Rezemos com o Salmista: Eu jamais esquecerei vossos preceitos, por meio deles conservais a minha vida. Vinde salvar-me, ó Senhor, eu vos pertenço! Porque sempre procurei vossa vontade. Amém.

Reflexão feita Pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Rm 7,18-25a
Salmo: 118
Evangelho: Lucas 12,54-59

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