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Ano Par › 28/09/2018

Sexta Feira – 25ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 

“E vós, quem dizeis que eu sou”? Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Jesus era seu nome e a palavra Cristo significa ungido; portanto Jesus é o ungido do Pai. Pedro faz aqui sua profissão de fé e nós somos convidados a nos convencer desta verdade e assim também publicamente professar a nossa fé no Cristo de Deus!
Interessante é que neste Evangelho Jesus proíbe os discípulos de dizer aos outros quem Ele era e hoje nós não precisamos mais esconder isso das pessoas, e Jesus não só não proíbe, ao contrário, envia-nos para fazer este anúncio!
O caminho de Jesus passa a ser o caminho de todos os que aderem pela fé à sua pessoa: “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo…” Assim sendo a cruz passa, definitivamente, a fazer parte da vida do discípulo.
São João Crisóstomo bispo e doutor nas homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 54, 1-3 nos ensina: Proibiu-lhes formalmente de dizerem fosse a quem fosse que Ele era o Messias de Deus. Porquê esta ordem? Para que, uma vez afastado todo e qualquer motivo de escândalo, consumadas a Cruz e a Paixão, eliminado todo e qualquer obstáculo capaz de afastar a multidão da crença nele, o conhecimento exato daquilo que Ele era pudesse gravar-se profundamente e para sempre nos corações. O seu poder ainda não tinha brilhado de forma deslumbrante. Ele esperava que a evidência da verdade e a autoridade dos fatos confirmassem o seu testemunho, para que depois os apóstolos pregassem sobre Ele.
Pois uma coisa era vê-lo multiplicar prodígios na Palestina e seguidamente ser alvo de perseguições e ultrajes — e a Cruz seguir-se-ia a estes prodígios; outra coisa era vê-lo ser adorado, acreditado em toda a terra, salvo dos maus tratos que outrora tinha sofrido. Por isso lhes recomendou que nada dissessem a ninguém. Se os apóstolos, que tinham sido testemunhas dos milagres e que tinham participado em tantos mistérios inexprimíveis, tinham dificuldade em aceitar uma única palavra a respeito da Paixão ─ incluindo o próprio Pedro, que era chefe de todos (cf Mt 16,22) , o que teria pensado o comum dos mortais? Depois de ter ouvido dizer que Jesus era o Filho de Deus, que pensariam eles ao vê-lo sujo de escarros e pregado à Cruz? E isto antes da vinda do Espírito Santo, quando ainda não se conhecia a razão destes mistérios?
São João Crisóstomo ainda vai dizer: Próximo da sua morte o Salvador clamava: Pai chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho (Jo 17,1). Ora, a sua glória era a cruz. Como podia Ele, pois tentar evitar o que anteriormente tinha pedido? Que a sua glória é a cruz, é-nos ensinado pelo Evangelho: Ainda não tinham o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado (Jo 7,39). Eis o sentido desta palavra: a graça ainda não tinha sido dada porque Cristo ainda não tinha subido à cruz para reconciliar Deus com os homens. Com efeito, foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que reuniu os homens aos anjos. Derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demônio, libertou a terra do erro, assentou as fundações da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. E é o orgulho de São Paulo: De nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6,14).
Na leitura do livro do Eclesiastes aprendemos que o homem não tem o domínio sobre o tempo; só Deus é o Senhor do tempo. O tempo que nós homens entendemos se divide em minutos, horas, semanas, meses e anos. Indo um pouco além quando se fala em espaço a medida do homem é em centímetros, metros e quilômetros; porém quando a distância cruza com a velocidade nós passamos a medir o espaço em anos; veja, por exemplo, quando falamos da distância da lua nós usamos a expressão anos-luz. Imaginem então o tempo de Deus não dá para nós querermos entender: basta aceitarmos que tudo tem seu tempo de acordo com a vontade de Deus.
Rezemos com o Salmista: Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Ecl 3,1-11
Salmo: 143
Evangelho: Lucas 9,18-22

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