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Ano Ímpar › 25/08/2017

Sexta Feira – 20ª. Semana Comum

21032509_1415667565185131_6653315064672145174_nAmados irmãos e irmãs
“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei”? A pergunta que o doutor da lei faz para Jesus é muito oportuna, pois os judeus tinham 613 preceitos: exatamente 365 “negativos” (começam com um “não…”) e 248 “positivos” (começam com um “deves…”). Até hoje temos a tendência de multiplicar leis sem necessidade para barrar comportamentos que julgamos inadequados. Veja por exemplo que no caso da lei penal brasileira o art. 121 do código penal fala do matar alguém e aí com o passar dos anos foram acrescentando uma lei se a vítima é preta; outra lei se a vítima é homossexual, outra lei se é criança, outra lei se indígena, etc.
Precisamos entender que o amor de Deus não consiste em multiplicar os preceitos como rezar tantas horas, fazer dez novenas, ir a tantas missas, etc. O amor a Deus é centrar a minha vida em Deus e consequentemente o amor ao próximo é centrar nossa vida nos demais aceitando-os como são, respeitando, tolerando
Amar a Deus não significa excluir o amor ao homem nosso semelhante, às vezes com tristeza vemos alguns irmãos querer levar uma vida voltada somente para Deus; mas que exclui o próximo; o amor ao próximo só é possível quando se entra na dinâmica da misericórdia divina para com os mais necessitados e se abandona qualquer forma de idolatria para adorar somente a Deus como único Senhor.
O amor não pode ser um gesto de gratidão, de pena ou compaixão, e muito menos de retribuição, o outro não precisa me dar razões para amá-lo, devo amá-lo por decisão e vontade, mesmo que ele não mereça e nunca vá me retribuir: esse é precisamente o amor cristão.
Como Paulo diz aos Coríntios o amor de Deus é o amor gratuito e incondicional, o amor total da entrega ao outro, respeitando a sua dignidade de Filho de Deus, o amor que sempre sorri e nada cobra o amor paciente, compreensivo, que sabe sempre esperar, perdoar, que suscita no outro essa vida nova, que orienta, exorta, mostra o caminho, toma pelas mãos, cura, renova, liberta e salva.
Desta reflexão surge a necessidade de pensarmos bem antes de dizer: “Não vou a Igreja por causa das pessoas, mas por causa de Jesus”. Na verdade nós vamos a Igreja por causa de Jesus, mas também por causa dos irmãos. Um grande ensinamento que tiramos de tudo isto é que se queremos saber como uma pessoa ama a Deus basta olhar como ela ama os irmãos!
Na leitura do livro de Rute vemos um grande exemplo de amor entre sogra e nora que ao ser exortada a abandonar a sogra disse: “Não insistas comigo para que te deixe e me afaste de ti. Porque para onde fores irei contigo, onde pousares, lá pousarei eu também. Teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus”. Esta estrangeira entra na genealogia de Jesus, pois seu filho, Obed será pai de Jessé que é pai de David e isto mostra a universalidade da salvação em Jesus. Associando com o Evangelho diríamos que o amor de Rute para com o próximo ( no caso a sogra ) as leva a fazer a maravilhosa experiência da providencia e do amor de Deus em sua vida.
Rezemos com o Salmista: O Senhor abre os olhos aos cegos o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. Ele ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Amém.

Reflexão feita pelo diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Rt 1,1.3-6.14b-16.22
Salmo: 145
Evangelho: Mt 22,34-40

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